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Confira o que diz a decisão que levou Bolsonaro à prisão preventiva

Documento do STF cita risco de fuga, tumulto e descumprimento de medidas anteriores

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão preventiva de Jair Bolsonaro neste sábado (22), reúne uma série de argumentos que, segundo o magistrado, tornaram insustentável a manutenção da prisão domiciliar do ex-presidente. No texto, Moraes afirma que o cenário recente elevou “altíssimo risco” à ordem pública e à aplicação da lei penal.

Foto: Conecta Piauí
Confira o que diz a decisão que levou Bolsonaro à prisão preventiva

Risco de fuga

Um dos pontos centrais da decisão é a possibilidade de Bolsonaro tentar deixar o local onde cumpria prisão domiciliar. Moraes menciona que a concentração de apoiadores nas proximidades do condomínio poderia facilitar uma eventual fuga e atrapalhar o cumprimento das medidas judiciais.

O ministro cita ainda a violação registrada no equipamento de monitoramento eletrônico de Bolsonaro na madrugada do dia 22, apontando o episódio como indício de tentativa de burlar o controle imposto pela Justiça.

Tumulto e aglomeração

No documento, Moraes afirma que a convocação de uma vigília nas imediações da residência de Bolsonaro poderia gerar tumulto, prejudicar a fiscalização da Polícia Federal e criar um ambiente “propício” para a evasão do réu.

Contexto de fuga de aliados

A decisão também menciona o caso de Alexandre Ramagem, condenado no mesmo processo e que deixou o país, atualmente em Miami, como mais um fator que reforça o alerta sobre possíveis tentativas de fuga.

Reiteração de descumprimentos

Moraes recorda que Bolsonaro já havia desobedecido medidas cautelares impostas anteriormente, o que levou à conversão dessas medidas em prisão domiciliar com regras mais rígidas. A repetição de condutas consideradas irregulares pesou na decisão atual.

Confira a decisão

O que ficou determinado

Na decisão, Moraes ordena:

  • A prisão preventiva imediata de Jair Bolsonaro;
  • O recolhimento do ex-presidente à Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal;
  • A realização de audiência de custódia neste domingo (23), ao meio-dia, por videoconferência;
  • Atendimento médico integral ao réu;
  • Controle rigoroso de visitas, exigindo autorização do STF, com exceção de advogados e equipe médica;
  • Cancelamento das autorizações de visitas anteriores.

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