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Lula sanciona Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19

O projeto havia sido aprovado pelo Congresso Nacional no mês passado

Seis anos após o início da pandemia de covid-19, que provocou mais de 716 mil mortes no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta segunda-feira (11/05), a lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. A cerimônia ocorreu no Palácio do Planalto e reuniu representantes de associações de familiares das vítimas da doença.

A data escolhida para a homenagem foi 12 de março, em referência à morte da técnica de enfermagem Rosana Aparecida Urbano, considerada a primeira vítima da covid-19 registrada no país, em São Paulo. O projeto havia sido aprovado pelo Congresso Nacional no mês passado.

Durante o evento, Lula criticou a condução da pandemia pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que houve disseminação de desinformação sobre vacinas e tratamentos sem eficácia comprovada.

“Temos que dizer em alto e bom som a quantidade de médicos que receitavam cloroquina e a quantidade de gente que dizia que a vacina fazia as pessoas virarem gays, virarem jacaré, que fazia todo o mal a crianças. Se a gente não der o nome, as pessoas não serão conhecidas”, declarou o presidente.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que praticamente todas as famílias brasileiras foram afetadas pela pandemia, seja pela perda de parentes ou conhecidos. Segundo ele, a nova data servirá para reforçar o debate sobre preparação para futuras crises sanitárias e apoio às famílias das vítimas.

“O presidente sanciona esse projeto para que fique marcado, e todo ano a gente possa discutir o que é necessário para enfrentar futuras pandemias”, afirmou o ministro.

No mês passado, o Ministério da Saúde também inaugurou o Memorial da Pandemia, localizado no Centro Cultural do Ministério da Saúde, no Rio de Janeiro. O espaço homenageia as mais de 700 mil vítimas da covid-19 e foi reaberto após quase quatro anos de obras de recuperação.

Padilha ainda ressaltou a melhora nos índices de vacinação no Brasil desde 2023. Segundo o ministro, o país encerrou 2025 com a melhor cobertura vacinal dos últimos nove anos.

“As coberturas vacinais infantis estavam abaixo de 80% quando assumimos em 2023. Hoje, todas estão acima de 90%”, destacou.

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