Começar uma atividade física requer uma avaliação prévia, alerta cardiologista
Ainda na entrevista, o especialista deu dicas para crianças e idosos realizarem atividades físicas
A atividade física, em qualquer que seja a idade em que é praticada, traz diversos benefícios ao corpo. A prática de algum esporte pode reduzir o estresse e os sintomas de ansiedade, melhora a qualidade do sono, diminui a mortalidade por doenças crônicas como pressão alta e diabete, além de melhorar a vivência entre as pessoas.
Por muita das vezes, a população inicia alguma atividade física por conta própria, sem nenhum tipo de acompanhamento de um especialista. A prática pode trazer riscos à pessoa que decide iniciar um esporte, ou qualquer atividade, sem a instrução e a avaliação médica.
Em entrevista ao Conecta Podcast, o médico cardiologista Carlos Eduardo Lima falou da importância de se realizar uma avaliação prévia do estado de saúde antes de iniciar uma sequência de atividade física.
"O exercício físico faz parte de um hábito saudável. É muito importante que a pessoa tenha uma dieta equilibrada e pratique exercício físico de maneira regular. O que é importante nessa orientação? É que a pessoa esteja preparada para fazer exercício físico com segurança. O que se recomenda é que, uma vez na vida, independente da faixa etária, a pessoa faça uma avaliação de saúde para entender se não tem nenhum problema congênita. Algumas doenças que são genéticas podem acarretar alguns riscos relacionados inclusive ao exercício físico", recomenda o cardiologista.
Durante a avaliação antes de uma atividade física, são observados o histórico de saúde do paciente e familiares, como doenças já identificadas, como a hipertensão, ou sintomas que acendem um alerta, como desmaios, sensação de aceleração do coração, etc. Após a entrevista, é feito uma avaliação clínica para identificar alterações no coração, além de exames complementares, como eletrocardiograma, ecocardiograma, exame de Holter 24 horas e a esteira ergométrica.
Para quem já tem problemas identificados, como a hipertensão, o cardiologista Carlos Eduardo Lima recomenda que a atividade física esteja presente no dia a dia do paciente.
"O hipertenso deve estar bem controlado, pode ser medicamentoso, ou apenas com hábitos do tipo o próprio exercício e dieta com pouco sal, são as recomendações iniciais quando não se iniciam os medicamentos. Para a hipertensão arterial em si, o exercício é benéfico. Existe uma métrica de que a atividade física regular, principalmente de atividades aeróbicas, consegue reduzir em torno de 10 a 15% os níveis pressórios. Então, o exercício físico feito dessa forma é benéfico, até mesmo para o tratamento da hipertensão material", destacou o cardiologista.
Ainda na entrevista, o especialista deu dicas para crianças e idosos realizarem atividades físicas. Além disso, o cardiologista ensinou como identificar e o que fazer caso alguma pessoa esteja em parada cardíaca ou com arritmia durante a realização de algum esporte. A entrevista completa pode ser assistida no link abaixo: