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Agronegócio lidera audiência sobre tarifa dos EUA a produtos brasileiros

Representantes dos dois países discutem proposta de tarifa adicional de 25% sobre importações

O agronegócio será o principal foco da audiência pública realizada nesta segunda-feira (06), em Washington, nos Estados Unidos, que discute a proposta de aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre parte das importações brasileiras. O encontro integra as etapas finais da investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que avalia supostas práticas comerciais consideradas desleais por parte do Brasil.

A lista de participantes divulgada pelo USTR demonstra ampla representação do setor agropecuário dos dois países. Pelo lado brasileiro, participam entidades ligadas às cadeias da carne, café, arroz, etanol, açúcar, sementes e mel, entre elas a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), União Nacional do Etanol de Milho (Unem), Sociedade Rural Brasileira (SRB) e a Associação Brasileira dos Exportadores de Mel.

Já entre os representantes norte-americanos estão associações ligadas aos produtores de milho, combustíveis renováveis, sementes, grãos, açúcar de beterraba e pecuaristas. A composição dos painéis indica que as discussões abordarão tanto os interesses dos Estados Unidos em segmentos estratégicos quanto as preocupações brasileiras relacionadas ao acesso de seus produtos ao mercado americano.

Embora alguns setores, como carne bovina, aeronaves e minerais estratégicos, tenham ficado de fora da proposta inicial de taxação, o resultado das audiências será determinante para a decisão final do governo norte-americano. Um dos destaques da participação brasileira será o diplomata Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), que fará intervenções em defesa dos interesses do setor privado nacional.

A decisão é acompanhada de perto pelo agronegócio brasileiro, uma vez que os Estados Unidos figuram entre os principais destinos de exportações de produtos como café, açúcar, etanol, suco de laranja e produtos florestais. A expectativa é que o desfecho das audiências influencie diretamente as relações comerciais entre os dois países e o desempenho de importantes cadeias produtivas brasileiras.

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