Plantão Policial

Forças de segurança detalham prisão de 'Garrote' e 'Pinguim' no Norte do Piauí

Ao todo, 11 suspeitos ligados a organizações criminosas foram presos com atuação bem estruturada

Uma operação integrada das forças de segurança do Piauí resultou na prisão de 11 suspeitos ligados a organizações criminosas que atuam nos municípios de Porto e Nossa Senhora dos Remédios, no Norte do estado. A ação, deflagrada nesta quinta-feira (15/01), teve como principal impacto a captura de dois integrantes considerados estratégicos dentro da hierarquia criminosa: Garrote e Pinguim.

Segundo o delegado Charles Pessoa, as investigações apontam que ambos exerciam funções de comando e influência direta sobre a dinâmica criminosa da região. Garrote era identificado como uma das principais lideranças locais, com papel decisivo na articulação de ações violentas e no controle territorial, enquanto Pinguim já havia sido relacionado a homicídios registrados no município de Porto.

"São 17 mandados de busca, 11 criminosos presos, entre eles, esses dois indivíduos, que já tinham inclusive sido presos anteriormente em operações coordenadas até pelo próprio Draco. A nível local representa as principais lideranças, exerce a função de disciplina, atua no tráfico de entorpecentes, prática de roubo, inclusive são investigados pela prática de homicídio. Então, são membros realmente declarados dessa estrutura do Comando Vermelho ali com atuação na região", abordou.

A ofensiva policial foi resultado de meses de trabalho de inteligência, com monitoramento contínuo de suspeitos e mapeamento das conexões entre células criminosas atuantes no Norte do Piauí e em estados vizinhos. As apurações indicam que a maioria dos presos é natural da própria região, mas foi aliciada por uma facção criminosa de atuação interestadual, com ramificações no Maranhão, Ceará e também em Parnaíba.

Segundo a Polícia Civil, a estrutura do grupo é organizada de forma hierarquizada, com divisão de funções e ordens repassadas por meio de aplicativos de mensagens. A organização é investigada por crimes como tráfico de drogas, homicídios, porte ilegal de armas de fogo e lavagem de dinheiro. As mensagens também eram usadas para controle financeiro interno e aplicação de punições a integrantes que descumprissem regras impostas pela facção.

As autoridades destacam que tanto Garrote quanto Pinguim já haviam sido alvos de operações anteriores conduzidas pelo Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO). Garrote chegou a ficar preso por alguns meses, mas foi colocado em liberdade e voltou a atuar no esquema criminoso, o que reforçou a necessidade de aprofundamento das investigações e da nova ofensiva policial.

Durante o cumprimento dos mandados judiciais, foram apreendidos aparelhos eletrônicos, documentos e outros materiais considerados relevantes para a continuidade das investigações. Todo o material recolhido será analisado para identificar novos envolvidos e ampliar o alcance da operação.

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