Plantão Policial

Inquérito conclui investigação e aponta negligência em morte de Darlan Ribeiro

Ocorrida durante as festividades do município de Caracol, no Sul do estado

A Polícia Civil do Piauí concluiu o inquérito que investigava a morte do empresário e produtor de eventos Darlan Ribeiro, ocorrida durante as festividades do município de Caracol, no Sul do estado. Com base nas investigações, o empresário Délio Lúcio Rodrigues da Silva, proprietário da empresa DL Eventos, foi indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

Darlan Ribeiro, natural de São Raimundo Nonato, era proprietário do portal SãoRaimundo.com e da produtora Prime Entretenimento. Ele morreu na madrugada do dia 13 de setembro de 2025 após sofrer uma descarga elétrica ao subir na estrutura de palco montada para um show realizado durante as comemorações do município de Caracol. A vítima chegou a ser socorrida e encaminhada ao hospital, mas não resistiu.

Na época do acidente, a morte causou grande comoção em São Raimundo Nonato e em toda a região da Serra da Capivara. Darlan era bastante conhecido por sua atuação no setor de comunicação e entretenimento, sendo um dos idealizadores da tradicional Festa do Branco e responsável pela realização de diversos eventos culturais no sul do Piauí.

De acordo com o relatório final da Polícia Civil, a estrutura utilizada no evento apresentava irregularidades nas instalações elétricas. A investigação também constatou a ausência de comprovação de profissional habilitado para executar e supervisionar os serviços elétricos, conforme exigem as normas de segurança.

Laudos periciais, depoimentos de testemunhas e outros elementos reunidos durante a investigação apontaram falhas que teriam contribuído diretamente para o acidente. O relatório destaca ainda registros anteriores de choques elétricos e problemas semelhantes envolvendo estruturas da mesma empresa.

Segundo a autoridade policial, os riscos identificados eram previsíveis e poderiam ter sido evitados com a adoção das medidas de segurança adequadas. Diante das evidências, o delegado responsável pelo caso realizou o indiciamento do empresário por homicídio culposo na modalidade negligência.

Com a conclusão do inquérito, o caso foi encaminhado ao Ministério Público, que deverá analisar os autos e decidir sobre as medidas judiciais cabíveis. A Polícia Civil ressalta que o indiciamento não representa condenação, cabendo à Justiça avaliar as provas e dar prosseguimento ao processo.

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