Investigado supostamente seria pago com recursos públicos pelo Prefeito de Pio IX
Conforme a delegada Rosa Chaib, participantes do esquema levariam adolescentes para o gestor
A investigação que apura um suposto esquema de exploração sexual de adolescentes envolvendo o prefeito afastado de Pio IX, Silas Noronha (PSD) , ganhou novos desdobramentos após a Polícia Civil do Piauí divulgar informações sobre a dinâmica do caso. Segundo a delegada Rosa Chaib, um dos investigados supostamente recebia pagamentos com recursos públicos para participar dos crimes.
A apuração, conduzida pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), segue sob sigilo. Conforme as informações repassadas pela autoridade policial, além do prefeito, outras pessoas também são investigadas por possível participação no esquema , entre elas um sobrinho do gestor e um terceiro envolvido apontado como intermediador. Adolescentes eram cooptados e levados para o prefeito de Pio IX.
“[...] Esse supostamente levaria as meninas, as menores, até ele. E um deles supostamente seria pago por recursos públicos. [...] Por enquanto quatro celulares foram apreendidos. [...] As prisões são por 30 dias e também tem um afastamento por 90 dias do cargo público”, relatou a delegada.
Durante as diligências, a Polícia Civil apreendeu quatro aparelhos celulares, que devem passar por perícia e análise técnica. O conteúdo extraído dos dispositivos será utilizado para aprofundar as investigações e verificar a possível participação de outros envolvidos , bem como a materialidade dos fatos denunciados.
Ainda segundo a polícia, as prisões temporárias decretadas no caso têm prazo de 30 dias. Além disso, por decisão judicial, o prefeito foi afastado do cargo pelo período de 90 dias , medida que já foi comunicada à Câmara Municipal para os procedimentos administrativos necessários à substituição temporária no comando do Executivo.
Entenda o caso
O prefeito de Pio IX, Silas Noronha , foi preso temporariamente nesta sexta-feira (10) no âmbito de uma investigação que apura suposta exploração sexual de adolescentes. Um dia antes, a polícia também cumpriu mandado de prisão contra Samuel Noronha, sobrinho do gestor, igualmente citado nas investigações.
As denúncias começaram a ser apuradas após relatos públicos feitos por um ex-colaborador da campanha eleitoral, que afirmou ter sido coagido a recrutar menores de idade para encontros com o prefeito em troca de pagamentos mensais. A investigação segue em andamento sob responsabilidade da DPCA.