Plantão Policial

Membros do PCC presos em Altos exibiam armas e símbolos como forma de intimidação

A ação foi conduzida pelo DRACO, resultando na apreensão de armas, munições, além de entorpecentes

O uso das redes sociais como ferramenta de intimidação e propaganda criminosa foi importante para a operação integrada deflagrada nesta quinta-feira (29/01) no município de Altos . A ação teve como alvo integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), investigados por promover apologia ao crime, ameaçar moradores e fortalecer o domínio territorial da organização por meio de publicações virtuais.

A operação foi coordenada pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí, com atuação conjunta da Polícia Civil e da Polícia Militar, e resultou no cumprimento de 24 mandados judiciais. Ao todo, foram executadas 10 prisões temporárias e 14 mandados de busca e apreensão contra suspeitos diretamente ligados à facção criminosa.

As investigações apontaram que o grupo utilizava perfis em redes sociais para divulgar imagens, mensagens e conteúdos com o objetivo de amedrontar a população local e exaltar práticas criminosas, especialmente relacionadas ao tráfico de drogas. Essa estratégia, segundo os investigadores, buscava consolidar o controle da facção sobre áreas específicas do município.

O avanço da apuração foi possível a partir de relatórios de inteligência, ações de campo e análises técnicas e telemáticas, que permitiram identificar a estrutura do grupo, seus integrantes e a ligação direta dos investigados com crimes recorrentes ligados ao tráfico de entorpecentes e ao crime organizado.

Diante da gravidade dos fatos, do risco à ordem pública e da possibilidade de obstrução das investigações, a Justiça autorizou as medidas judiciais. Durante o cumprimento dos mandados, em um dos endereços alvos da operação, as equipes apreenderam duas armas de fogo, munições, drogas, balanças de precisão e dinheiro, reforçando os indícios da atuação criminosa.

A operação foi conduzida pelo Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), que avalia a ação como um passo importante no combate às facções criminosas no estado. As forças de segurança seguem com as investigações para identificar outros possíveis envolvidos e desarticular completamente a atuação do PCC na região.

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