Núcleo familiar investigado por tráfico de drogas tem bens bloqueados em Piripiri
Investigações apontam que cerca de R$ 1,8 milhão foram movimentados nas contas dos investigados
Quase R$ 1,8 milhão em movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada motivaram a deflagração da Operação Magna, realizada nesta quarta-feira (25/02), no município de Piripiri . A ação resultou no sequestro de imóveis, veículos e outros bens de alto valor atribuídos a investigados suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro .
A operação foi coordenada pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí, com atuação conjunta da Polícia Civil do Piauí e da Polícia Militar do Piauí. As ordens judiciais incluíram mandados de busca e apreensão e medidas de constrição patrimonial.
As investigações tiveram início em 2023, após informações que apontavam para a suposta comercialização de entorpecentes na região. No decorrer das apurações, quatro integrantes de um mesmo núcleo familiar passaram a ser investigados, além da identificação de indícios de ocultação e dissimulação de patrimônio.
De acordo com os levantamentos financeiros realizados ao longo de dois anos, contas bancárias ligadas ao investigado principal, à esposa e aos pais dele registraram movimentação aproximada de R$ 1,8 milhão. Também foram identificadas aquisições de imóveis e veículos consideradas incompatíveis com os rendimentos oficialmente informados.
Por determinação judicial, foram sequestrados bens móveis, incluindo veículos e outros itens de elevado valor econômico, além de três imóveis residenciais localizados em Piripiri e no município de Boa Hora. Um quarto imóvel teve a indisponibilidade e inalienabilidade decretadas, impedindo sua venda ou transferência.
O sequestro de bens é uma medida cautelar prevista na legislação processual penal e na lei que trata dos crimes de lavagem de dinheiro , aplicada para evitar a dissipação de patrimônio supostamente obtido de forma ilícita e garantir eventual perdimento ao final do processo.
A operação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Combate às Facções Criminosas, Homicídios e Tráfico de Drogas (DFHT) de Piripiri , com apoio da Superintendência de Operações Integradas (SOI) e do Laboratório de Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil. As investigações continuam para aprofundar a análise patrimonial e a possível responsabilização criminal dos envolvidos.