Plantão Policial

Polícia divulga foto de suspeitos foragidos em operação contra agiotagem no Piauí

As apurações indicam que o grupo atuava com alto nível de organização, mantendo divisão de funções

A segunda fase da Operação Macondo avançou, nesta quinta-feira (05/02), com a divulgação da lista de investigados que seguem foragidos e são apontados como integrantes de um esquema interestadual de agiotagem no Piauí . A ofensiva policial busca desmontar uma estrutura criminosa organizada que atuava principalmente sobre pequenos comerciantes e trabalhadores informais , cobrando juros abusivos e impondo mecanismos de coerção.

De acordo com a Polícia Civil, seis nomes foram oficialmente divulgados como alvos que ainda não foram localizados: Ender Yohel Gonzalez Davila ; Dany Daniel Paredes Daquilema ; Jhon Alexander Marulanda Castro ; Marbyo Alves da Costa ; Yaqueline Alzate Arias, conhecida como “Milena” ; e Carlos Luis Hernández Sánchez . As fotos dos suspeitos também foram tornadas públicas para auxiliar na identificação e captura.

Segundo o delegado Matheus Zanatta, 14 pessoas já foram presas até o momento durante a operação , enquanto outras nove continuam sendo procuradas. Segundo ele, parte dos investigados é de origem estrangeira, principalmente colombianos e venezuelanos , e poderá responder a processos de deportação após o cumprimento das medidas judiciais cabíveis.

As apurações indicam que o grupo atuava com alto nível de organização, mantendo uma divisão clara de funções entre os integrantes , desde a liberação do dinheiro até a cobrança das dívidas. O esquema funcionava em diferentes estados, com ramificações no Piauí, Maranhão e Ceará, ampliando o alcance das vítimas.

Com a apreensão de celulares, documentos e outros materiais durante a operação, a Polícia Civil pretende aprofundar as investigações . A expectativa é que a análise pericial desses itens revele novos detalhes sobre o funcionamento da organização criminosa e possibilite a identificação de outros envolvidos.

Por decisão da Justiça, valores que podem chegar a R$ 1 milhão foram bloqueados em contas ligadas aos investigados . A medida visa impedir a ocultação ou dissipação de patrimônio, já que as movimentações financeiras identificadas eram incompatíveis com a renda formal declarada pelos suspeitos.

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