Preso por tentativa de homicídio, empresário promete sorvete a R$ 1 se for solto
Igo Camarço negou acusação, alegou legítima defesa e fez promessa ao deixar delegacia
Preso na manhã desta sexta-feira (25/06) suspeito de tentativa de homicídio em Teresina, o empresário Igo Medeiros Camarço chamou atenção ao dar declarações logo após ser conduzido pela polícia. Investigado por atirar contra um metalúrgico durante um desentendimento ocorrido em abril, ele negou a acusação e chegou a prometer uma promoção inusitada caso consiga deixar a prisão.
Conhecido por ser proprietário da autoescola Potencial, das lojas iGo's e também um dos donos da sorveteria Beijo Gelado, o empresário conversou rapidamente com a imprensa enquanto era conduzido após a prisão. Questionado sobre a situação, ele fez uma promessa envolvendo uma de suas empresas. “Nós fizemos agora uma promoção. No dia 4 de junho, o sorvete a R$ 2,00. Eu saindo dessa, é R$ 1,00, viu?”, afirmou.
Ao ser perguntado se acreditava que conseguiria responder em liberdade, Igo respondeu de forma direta. “Eu acredito que sim. Eu sou vítima, eu sou vítima”, declarou. Na sequência, ao ser questionado sobre o motivo de ter efetuado os disparos contra o trabalhador, ele alegou ter agido em reação à situação. “Defesa, defesa”, respondeu. Segundo o empresário, o metalúrgico teria reagido de forma agressiva antes do ocorrido. “Isso, soltou dois cachorros pitbull”, acrescentou.
De acordo com a investigação da Polícia Civil do Piauí, o caso aconteceu no dia 20 de abril após um desentendimento envolvendo a instalação de um portão eletrônico na residência do empresário. A vítima, um metalúrgico contratado para o serviço, teria discutido com o suspeito por conta de um problema no motor do equipamento. Segundo a polícia, a motivação do crime foi considerada banal.
O delegado Eduardo Aquino informou que, após a discussão inicial, Igo teria ido até a casa da vítima portando uma arma de fogo e efetuado disparos, atingindo o homem na perna. Ainda segundo a investigação, mesmo com a vítima ferida, o empresário teria apontado a arma para a cabeça do trabalhador e feito ameaças de morte. A execução só não teria sido consumada porque a esposa da vítima interveio e abraçou o marido, impedindo a continuidade da ação.
A polícia informou ainda que a arma utilizada possuía registro regular, mas foi usada para intimidar e retaliar a vítima. O investigado também possui registros anteriores envolvendo episódios de lesão corporal, injúria e outros comportamentos agressivos, fatores que contribuíram para a decretação da prisão. O caso segue sob investigação e o empresário permanece à disposição da justiça.
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