Plantão Policial

Suspeito de invadir casa e agredir secretária de Saúde é preso em Floriano

Prisão preventiva foi decretada após denúncia de agressões e ameaças reiteradas

Um homem identificado como Bruno Lima foi preso na manhã deste sábado (10/01), no município de Floriano, em cumprimento a mandado de prisão preventiva. A ação foi realizada pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher e aos Grupos Vulneráveis de Floriano.

A prisão ocorre no âmbito de uma investigação por tentativa de feminicídio denunciada pela secretária municipal de Saúde de Francisco Ayres, Meiry Nunes. Segundo o relato da vítima, o crime ocorreu dentro de sua residência, onde ela estava com o atual companheiro, quando o ex-namorado invadiu o imóvel após não aceitar o fim do relacionamento.

De acordo com Meiry Nunes, o suspeito já vinha fazendo ameaças reiteradas por meio de mensagens no WhatsApp e teria cumprido o que havia anunciado. “Tentativa de feminicídio por um ex que não aceitava que eu não o queria mais. Tenho todos os prints eu dizendo que não queria ele, por isso invadiu minha casa, me espancou e ameaçou voltar pra me matar ou mandar me matar”, afirmou.

Durante a invasão, tanto a secretária quanto o atual companheiro ficaram feridos. O agressor também se feriu e perdeu grande quantidade de sangue, situação registrada em imagens que circulam nas redes sociais. Ainda segundo a vítima, mesmo após o episódio, o denunciado continuou fazendo ameaças, inclusive dentro do hospital. “O mesmo continuou falando no hospital que iria voltar pra me matar”, relatou.

Meiry demonstrou indignação com as providências iniciais adotadas no caso e questionou a condução judicial. “E simplesmente só recebe medida protetiva? Que justiça é essa?”, escreveu, ao afirmar que não houve prisão em flagrante e que o exame de corpo de delito não teria sido realizado no momento adequado.

A secretária também apontou falhas desde o registro da ocorrência. Segundo ela, a justificativa apresentada foi a falta de efetivo para acompanhar o agressor no hospital, o que teria impedido a prisão em flagrante. “Simplesmente decretaram a prisão preventiva e hoje recebi a notícia que não foi aceita pela juíza e promotor, que somente medida protetiva cabia”, declarou.

Ainda conforme o relato, as agressões foram acompanhadas de ameaças verbais. “Resultado dos socos dele na minha cabeça, enquanto eu sofria a agressão ele gritava falando que isso era pra eu aprender a não dizer não pra ele”, disse, acrescentando que também foi ofendida e que o agressor atacou seu companheiro.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, e o suspeito permanece à disposição da Justiça.

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