Agentes de transporte protestam contra retirada de adicional salarial em Teresina
Classe diz que gratificação foi retirada mesmo após trabalho realizado em janeiro
RedaçãoAgentes de fiscalização de transportes de Teresina realizaram, na manhã desta segunda-feira (02/02), uma assembleia setorial em frente à sede da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans). O encontro, organizado pelo Sindicato das(os) Servidoras(es) Públicas(os) Municipais de Teresina (Sindserm), debateu o corte de gratificações, negociações com a gestão municipal e aprovou indicativo de paralisação, greve e manifestação.
Segundo o sindicato, a retirada do adicional ocorreu após uma ação judicial que discutiu a constitucionalidade de pontos da lei que regulamenta a atuação dos agentes. No entanto, a decisão não determinou o fim do pagamento para quem já recebia a gratificação há décadas. “A decisão judicial reconheceu a inconstitucionalidade de partes da lei, mas modulou os efeitos e não retirou a garantia do recebimento da gratificação de cerca de 50 agentes que há mais de 20 anos recebem esse adicional. Mesmo assim, a Prefeitura, de forma unilateral, alegando uma denúncia no Tribunal de Contas, reteve a gratificação referente ao mês de janeiro, sem qualquer determinação judicial para isso. Trata-se, na prática, de uma retenção dolosa de salários, já que os servidores trabalharam e não receberam”, afirma Marcos Carvalho, assessor da diretoria do Sindserm.
Os trabalhadores também relatam que não houve diálogo direto com o prefeito sobre a medida. “Houve um corte injustificável, que segundo o próprio superintendente nos informou, partiu de uma decisão do prefeito. A Prefeitura está analisando a decisão judicial de forma parcial, beneficiando apenas a gestão e ignorando os servidores que há décadas atuam no serviço público. Muitos receberam pouco mais de R$ 300, mesmo tendo empréstimos e contas a pagar, o que é uma perversidade com o servidor”, relata José Wosley, agente de fiscalização de transporte público. Após a assembleia, a categoria decidiu procurar a Câmara Municipal e não descarta greve caso a decisão não seja revista, explica.