EUA resgatam piloto abatido no Irã em operação considerada uma das mais complexas
Ação envolveu forças especiais, uso de desinformação e mobilização aérea em larga escala
RedaçãoOs Estados Unidos resgataram, neste domingo (5), o segundo tripulante do caça F-15E Strike Eagle abatido pelo Irã na sexta-feira (3) , em meio ao conflito que já dura um mês. O presidente Donald Trump classificou a operação como “milagrosa” . O primeiro piloto havia sido localizado pouco após a queda, enquanto o oficial de armas permaneceu desaparecido por mais de um dia.
O militar, que ocupava o assento traseiro da aeronave, conhecido como “Wizzo”, conseguiu escapar das forças iranianas por mais de 24 horas, mesmo possivelmente ferido após a ejeção. Ele se escondeu em uma área montanhosa e chegou a percorrer regiões de até 2.100 metros de altitude , utilizando de forma limitada seus equipamentos de localização para evitar ser detectado.
A operação de resgate mobilizou dezenas de aeronaves e recursos de inteligência, cibernéticos e espaciais . A missão foi coordenada por forças especiais, incluindo o SEAL Team 6, e contou com ataques a comboios iranianos para impedir a aproximação de tropas inimigas. O terreno montanhoso e a rápida resposta das forças iranianas tornaram a ação uma das mais desafiadoras já registradas , segundo autoridades americanas.
Durante a retirada, dois aviões de transporte ficaram inutilizados em uma base remota, levando os militares a enviarem novas aeronaves e destruírem os equipamentos danificados para evitar que caíssem em mãos iranianas . Relatos divergentes apontam possível confronto entre forças dos dois países, além da derrubada de um drone americano pela Guarda Revolucionária do Irã.
O piloto resgatado foi levado ao Kuwait para receber atendimento médico e, segundo o governo dos EUA, não houve feridos entre as tropas envolvidas . Há ainda indícios de que moradores locais possam ter ajudado o militar a se esconder, em uma região marcada por oposição ao governo iraniano.
A CIA também teve papel estratégico ao promover uma campanha de desinformação para confundir as forças iranianas , sugerindo que o piloto já havia sido retirado do país. A agência ainda teria contribuído para localizar o esconderijo do militar, permitindo ao Pentágono executar a operação de resgate com sucesso.