Guerra entre EUA, Israel e Irã completa um mês sem acordo de cessar-fogo

Conflito já soma mais de 20 mil feridos, eleva tensão global e pressiona economia mundial
Redação

A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã completa um mês neste sábado (28), sem avanço nas negociações por um cessar-fogo definitivo. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirma que pretende interromper os ataques às usinas de energia iranianas até 6 de abril e diz que o diálogo com Teerã avança, apesar das resistências públicas do governo iraniano.

O conflito já deixa mais de 1.900 mortos e ultrapassa 20 mil feridos, segundo a Cruz Vermelha. Entre as vítimas está o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morto no início da ofensiva. Com a sucessão, o filho Mojtaba Khamenei assume o comando, decisão que gera críticas de Trump, que questiona a possibilidade de avanço na estabilidade do país.

As negociações enfrentam impasse após a rejeição de um plano de paz apresentado pelos Estados Unidos, que inclui restrições ao programa nuclear iraniano, limitação de mísseis e o fim do apoio a grupos armados. O Irã descarta publicamente qualquer acordo, embora veículos estatais indiquem a apresentação de شروط para encerrar o conflito, como indenizações e garantias de soberania.

Enquanto isso, Israel sinaliza a ampliação da ofensiva e intensifica ataques a instalações militares e estratégicas em território iraniano. Autoridades israelenses afirmam que novas ações devem atingir estruturas ligadas à produção de armamentos, em resposta aos ataques contínuos.

A escalada do conflito também impacta a economia global, especialmente após o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, rota estratégica para o transporte de petróleo. A medida eleva os preços da commodity e amplia a tensão internacional. Diante do cenário, os Estados Unidos reforçam a pressão e ameaçam intensificar ataques caso a passagem marítima não seja reaberta até o prazo estipulado.

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