Papa Leão XIV completa um ano de pontificado marcado por firmeza e paz
Um dos pilares de Leão XIV tem sido seu veemente discurso contra a escalada da violência global
RedaçãoHá exatamente um ano, em 8 de maio de 2025, o Cardeal Robert Francis Prevost ascendia ao Trono de Pedro, tornando-se o Papa Leão XIV. O primeiro americano e agostiniano a liderar a Igreja Católica, Leão XIV conclui seu primeiro ano de pontificado com uma marca distintiva: a combinação de uma linguagem teológica profunda com a defesa intransigente de princípios doutrinários e uma agenda de viagens apostólicas focada em temas globais cruciais.
Desde sua primeira aparição na sacada da Basílica de São Pedro, Leão XIV sinalizou uma continuidade com o pontificado de seu predecessor, Francisco, ao abordar temas como a necessidade de uma Igreja acolhedora, a urgência da sinodalidade e a busca incessante pelo diálogo e pela paz. No entanto, o novo pontífice rapidamente estabeleceu seu próprio carisma, caracterizado por uma oratória ponderada, que muitos comparam ao estilo intelectual de Bento XVI.
Um dos pilares do primeiro ano de Leão XIV tem sido seu veemente discurso contra a escalada da violência global. Em diversas ocasiões, o Santo Padre classificou o sofrimento e a morte causados por conflitos como um “escândalo para toda a família humana e um grito diante de Deus” . Ele tem sido um defensor incansável do cessar-fogo e do diálogo como ferramentas para a resolução de problemas, instando autoridades mundiais a trabalharem pela paz.
Além da questão da paz, Leão XIV tem se posicionado firmemente em relação a temas morais e sociais. O pontífice defende a verdade e se opõe ao aborto e à eutanásia, promovendo a objeção de consciência como um ato de lealdade a si mesmo. Ele também tem criticado o que chamou de “linguagem orwelliana” e a ascensão de “novos direitos” que, segundo ele, desvirtuam a estrutura dos direitos humanos e perdem sua conexão com a realidade .
Outra preocupação central do Papa Leão XIV é a defesa da família, que ele vê como uma instituição sob ataque por tendências que negligenciam seu papel social e por desafios internos como a violência doméstica. O pontífice também tem alertado para a “discriminação sutil” contra cristãos, mesmo em países onde são maioria, quando estes defendem a dignidade dos mais vulneráveis, como os não nascidos, refugiados e migrantes.