Ciro Nogueira omite respostas em vídeo de esclarecimento do escândalo Caso Master

Críticas apontam falta de explicações sobre patrimônio e relação com empresário investigado
Redação

O senador Ciro Nogueira voltou ao centro das discussões políticas após divulgar um vídeo de esclarecimento sobre a operação da Polícia Federal que investiga supostas irregularidades envolvendo o Banco Master e empresários ligados à instituição financeira. O parlamentar, que foi alvo de mandados no âmbito da investigação, afirmou estar sendo vítima de perseguição política e tentou rebater parte das acusações apresentadas no caso.

No entanto, o conteúdo divulgado pelo senador passou a ser alvo de críticas de adversários e analistas políticos, que acusam o parlamentar de não responder diretamente aos principais pontos levantados pela investigação.

1 — Afirma que foi alvo de uma operação dez dias antes das eleições de 2018 e que, posteriormente, foi inocentado. Isso não é verdade. Não houve absolvição; o inquérito foi arquivado por questões processuais.

2 — Diz que o FGC não possui recursos públicos. Outra mentira. Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Banco do Nordeste e outros bancos públicos federais são obrigados a aportar recursos no FGC.

3 — Em nenhum momento rebateu diretamente as acusações apontadas na decisão judicial. Não explicou como adquiriu ativos de empresas ligadas ao Banco Master avaliados em R$ 13 milhões por apenas R$ 1 milhão. Também não respondeu às alegações de que Vorcaro custeava suas hospedagens e despesas no exterior, nem ao fato de sua amante morar em um apartamento pertencente ao empresário. Além disso, não justificou a compra de um apartamento de R$ 22 milhões, uma casa de R$ 30 milhões e uma lancha de R$ 15 milhões após a apresentação da chamada “emenda Master”.

4 — É tão cínico que afirma dever satisfações ao povo do Piauí, mas o próprio Kakay, seu ex-advogado, ao justificar os valores da casa em São Paulo, declarou que o senador pretendia mudar de vida e morar em São Paulo, vindo ao Piauí apenas para “comprar” seu mandato e enganar a população.

No fim, é apenas a velha estratégia de transformar ataque em defesa, apostando que a repetição de narrativas substituirá explicações concretas. Rebater, de fato, as acusações levantadas pela Polícia Federal perante a população que o elegeu, isso ele não fez.

VEJA O VÍDEO:

Leia também