Saúde pública: ‘O SUS não tem lado, não tem partido’, defende Rafael Fonteles

Segundo o gestor, a pauta não pode ser politizada, sobretudo, em ano eleitoral

Em meio ao debate sobre a saúde pública em Teresina, o governador do Piauí, Rafael Fonteles, afirmou nesta quinta-feira (18), em entrevista à imprensa, que o Sistema Único de Saúde (SUS) precisa estar acima das disputas político-eleitorais e defendeu maior integração entre Governo do Estado, Prefeitura de Teresina e Ministério da Saúde, principalmente no processo de regulação dos pacientes.

Segundo o governador, a capital possui uma grande capacidade de atendimento, mas o principal desafio está na articulação entre os entes responsáveis pelo sistema.

“Se você me perguntar qual é o maior desafio que nós temos na saúde pública, é a regulação”, declarou.

Rafael explicou que, apesar de municípios como Teresina, Parnaíba e Picos terem gestão plena do SUS e administrarem suas próprias filas de atendimento, parte importante dos equipamentos de saúde pertence ao Governo do Estado. Além disso, essas cidades também recebem pacientes encaminhados de municípios menores, o que aumenta a necessidade de coordenação entre os diferentes níveis de gestão.

O governador destacou que esse cenário exige cooperação entre equipes que possuem comandos administrativos distintos e afirmou confiar na disposição dos gestores da saúde para superar os entraves.

“É preciso muito espírito público, muita vontade de cooperar e muita dedicação das equipes entre si”, afirmou.

Ao citar o secretário estadual de Saúde, Dirceu Campêlo, e a presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina, Leopoldina Cipriano, Rafael Fonteles disse acreditar que há disposição para o trabalho conjunto, independentemente das divergências políticas.

“O SUS não tem lado, não tem partido. Não pode haver uma discussão politizada nesse sentido eleitoral quando se trata de saúde pública”, concluiu o governador.

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