Sob a gestão de Enzo Samuel, Câmara de Teresina passa a ter intérpretes de Libras

Iniciativa amplia o acesso à informação e fortalece o compromisso com a inclusão

A Câmara Municipal de Teresina passou a contar, desde o início de fevereiro, com interpretação em Libras (Língua Brasileira de Sinais) durante as sessões ordinárias transmitidas pela TV Câmara no YouTube , tendo a presença de profissionais já na abertura dos trabalhos deste ano, na terça-feira (03). A iniciativa, implementada na gestão do presidente Enzo Samuel , amplia o acesso à informação e fortalece o compromisso da Casa com a inclusão e a acessibilidade .

Segundo o presidente, a meta é tornar o Legislativo cada vez mais acessível a todos os cidadãos . “Queremos uma Câmara mais inclusiva, que acolha as pessoas e garanta que todos tenham acesso ao que acontece aqui dentro. Inclusão não é apenas uma pauta, é um compromisso permanente da nossa gestão”, destacou Enzo Samuel .

Durante as sessões, duas intérpretes se revezam para traduzir, em tempo real, as falas dos vereadores para o público surdo. A presença das profissionais aparece no canto inferior direito da tela, permitindo que mais pessoas acompanhem e compreendam os debates e votações do Legislativo .

Embora a interpretação em Libras já tivesse ocorrido pontualmente em eventos específicos, como audiências públicas e solenidades, esta é a primeira vez que o serviço passa a integrar de forma permanente a rotina das sessões ordinárias . A iniciativa também foi parabenizada pela segunda-secretária da Casa, vereadora Elzuila Calisto, durante a sessão desta quarta-feira (04).

Como parte da política de inclusão e acessibilidade, a Câmara Municipal de Teresina também investe na qualificação interna. Mais de 40 servidores já foram capacitados em Libras , por meio de aulas ofertadas pela Escola de Governo do Estado, em parceria com a Escola do Legislativo, ampliando a capacidade de atendimento acessível dentro da instituição.

As intérpretes Josiele de Moura e Teresa Cristiele Pinheiro destacam a importância do serviço para a comunidade surda. “Aqui são votados projetos que influenciam diretamente a vida das pessoas, inclusive da população surda. Elas também votam e elegem vereadores. Muitas vezes, essa parcela da população não sabe o que está acontecendo nas sessões, e nós atuamos como um canal de acessibilidade e de informação”, afirmou Teresa.

A atuação das profissionais atende ao que determina a Lei nº 14.704/2023, que atualiza a Lei nº 12.319/2010 , reforçando a obrigatoriedade da acessibilidade comunicacional em espaços públicos. “Assim como a rampa garante acessibilidade de locomoção, a pessoa surda precisa de intérpretes para ter acesso à informação, seja aqui na Câmara ou em outros ambientes do dia a dia”, explicou Josiele.

O trabalho das intérpretes ocorre em regime de revezamento, geralmente a cada 15 ou 20 minutos, devido ao esforço mental e físico exigido pela atividade, especialmente em sessões com duração superior a uma hora.

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