Teresina registra mais de 70% de gestações não planejadas em áreas vulneráveis

FMS amplia acesso a contraceptivos e reforça planejamento familiar na rede básica de saúde
Redação

Mais de 70% das gestações acompanhadas em regiões vulneráveis de Teresina não são planejadas, segundo dados da Fundação Municipal de Saúde (FMS). O cenário preocupa especialistas, já que está diretamente associado ao aumento de complicações como hipertensão, diabetes gestacional, além de elevar os índices de mortalidade materna e infantil.

De acordo com a área técnica de saúde da mulher e da criança, a falta de planejamento reprodutivo impacta diretamente na qualidade do pré-natal e na saúde das gestantes. “Planejar antes do início da vida sexual é essencial. A ausência desse cuidado compromete o acompanhamento adequado da gestação e aumenta os riscos para mães e bebês”, explica Ketiana Guimarães.

Para enfrentar o problema, a FMS intensifica ações de planejamento familiar e amplia o acesso a métodos contraceptivos na rede básica. As 91 Unidades Básicas de Saúde (UBS) da capital ofertam preservativos, pílulas anticoncepcionais, injetáveis e contracepção de emergência. A gestão também prevê a ampliação do Implanon, método de longa duração, em parte das unidades.

Na rede especializada, o Centro de Saúde Lineu Araújo disponibiliza a inserção do DIU de cobre, enquanto o Hospital da Polícia Militar atende casos encaminhados pelas UBS e oferece uma variedade de métodos, incluindo DIU hormonal, Implanon e procedimentos definitivos, como vasectomia e laqueadura. Maternidades da capital também garantem a realização de laqueadura durante ou após o parto, além da inserção de DIU.

As ações integram uma estratégia mais ampla de saúde pública voltada à prevenção e ao acesso qualificado aos serviços, com o objetivo de reduzir a incidência de gestações não planejadas e promover melhores condições de saúde para mulheres e crianças em Teresina.

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