Caos em Timon: dívida milionária do lixo pode gerar colapso na cidade
O lixo pode até estar sendo recolhido hoje, mas a gestão já virou um desastre impossível de esconderA poucas horas do fim do contrato de limpeza urbana, Timon mergulha no improviso e na irresponsabilidade. Sob a inércia do prefeito Rafael Brito, a gestão simplesmente assiste ao tempo passar sem qualquer decisão clara: não há prorrogação anunciada, não há nova contratação transparente e muito menos um plano de transição. É o retrato do abandono administrativo.
Enquanto isso, a realidade é escandalosa: mais de R$ 5 MILHÕES em serviços já prestados, reconhecidos e simplesmente NÃO PAGOS. A dívida foi confessada, renegociada… e ignorada. A prefeitura usa o serviço, mas não paga. Se fosse o cidadão, já estaria negativado. Mas para a gestão municipal, calote virou método.
À frente da Secretaria de Limpeza Urbana, Edivar Ribeiro expõe sua total inabilidade na condução da pasta. Falta planejamento, sobra desorganização — e quem paga o preço é a população, ameaçada por um possível colapso sanitário.
Nos bastidores, quem dita o ritmo é Paulo Ryldon, secretário de governo e chefe de gabinete, tratado como o “prefeito de fato”. Promete, assume compromissos e… não cumpre. Um dos exemplos é o parcelamento da dívida milionária, que segue apenas no discurso enquanto o problema cresce.
E como se não bastasse o cenário caótico, a prefeitura agora sinaliza uma solução ainda mais preocupante: contratar uma nova empresa por meio de ATA DE REGISTRO DE PREÇOS. Um modelo que simplesmente NÃO SE APLICA a serviços contínuos como limpeza urbana — uma escolha que já nasce tecnicamente equivocada.
O exemplo está logo ao lado: em Teresina, a adoção desse mesmo modelo resultou em um verdadeiro desastre na limpeza da cidade. O fracasso foi tão evidente que a própria prefeitura precisou correr atrás e lançar um novo edital para contratação regular do serviço, reconhecendo na prática que a ata não funciona para esse tipo de operação. Ignorar esse precedente é, no mínimo, insistir no erro — ou assumir o risco de um colapso anunciado.
A legislação exige planejamento, transparência e respeito à ordem de pagamentos. Mas em Timon, a regra parece ser outra: deixar o contrato vencer e “dar um jeito depois”, como se serviço essencial fosse improviso de última hora. A manobra pode custar caro — Tribunal de Contas, Ministério Público e Justiça já estão no radar.
E a pergunta que ecoa na cidade é direta: se a prefeitura não paga nem o que já deve, como pretende bancar um novo contrato? Ou a ideia é transformar Timon em um laboratório do caos administrativo?
O lixo pode até estar sendo recolhido hoje — mas a gestão já virou um desastre impossível de esconder.