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Brasileiros na Venezuela estão fora de perigo e já podem retornar ao país

Fronteira com a Venezuela segue monitorada, diz ministro
Redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se neste sábado (03/01) com ministros para tratar da crise política na Venezuela. O encontro ocorreu no Palácio do Planalto e teve a participação de ministros das Relações Exteriores, Defesa, Casa Civil, Secretaria de Comunicação Social da Presidência, além de representantes de Relações Institucionais e do Ministério da Justiça.

Durante a reunião, Lula reafirmou sua posição sobre os acontecimentos na Venezuela, já expressa nas redes sociais. Segundo o ministro da Defesa, José Múcio, não há movimentação anormal na fronteira entre Brasil e Venezuela, e a área permanece sob vigilância. Ele ressaltou que a fronteira está aberta e existe um contingente adequado para a segurança, embora não tenha informações sobre a situação no lado venezuelano.

Em coletiva de imprensa, Múcio detalhou que há 2.300 homens em Roraima, com 200 posicionados na fronteira, e 10 mil em toda a Amazônia, próximos à linha fronteiriça. Ele também mencionou estar em contato regular com o governador de Roraima e outros ministros das Relações Exteriores da região.

Até o momento, não há registro de brasileiros entre as vítimas dos ataques na Venezuela. A embaixada brasileira em Caracas mantém comunicação contínua com o Itamaraty para monitorar a situação interna. Uma nova reunião de atualização está marcada para as 17h deste sábado.

Lula condenou os bombardeios dos EUA no território venezuelano e a captura de Maduro. Ele afirmou que essas ações "ultrapassam uma linha inaceitável" e representam uma "afronta gravíssima à soberania da Venezuela".

Em publicação na rede X, o presidente brasileiro alertou para o perigoso precedente criado por essa ofensiva, comparando o ocorrido aos momentos mais críticos de interferência na política latino-americana. Lula chamou a atenção para o risco de um "mundo de violência, caos e instabilidade" e pediu que a comunidade internacional, por meio da ONU, reaja de forma contundente.

Donald Trump, presidente dos EUA, declarou neste sábado que o país realizou um "ataque em larga escala" contra a Venezuela, capturando o líder Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Trump afirmou que ambos foram levados para fora do país.

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, em mensagem transmitida pela TV estatal, afirmou que o governo desconhece o paradeiro de Maduro e Flores e exigiu "provas imediatas de vida" de ambos.