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Disputa familiar envolvendo batatas do McDonald’s agita o mercado global

Herdeira de fundo bilionário reivindica mais de US$ 725 milhões para vender participação na McCain
Redação

Um novo conflito interno está movimentando os bastidores da McCain Foods, maior produtora mundial de batatas fritas congeladas e principal fornecedora do McDonald’s no mercado dos fast-foods. A empresária e musicista Eleanor McCain, de 56 anos, filha de um dos fundadores da companhia, solicitou um payout superior a US$ 725 milhões (cerca de R$ 3,9 bi) para vender sua fatia na empresa, valor esse contestado por outros membros da família acionista e que reacende tensões históricas no grupo. 

A disputa gira em torno da avaliação financeira da participação de Eleanor na McCain Foods, cujo impasse pode desencadear uma nova batalha judicial de alto custo e complexidade, após um embate semelhante no início dos anos 1990 que durou três anos e deixou marcas profundas na família fundadora.

Fundada em 1957 pelos irmãos Wallace e Harrison McCain, a McCain Foods cresceu até se tornar um dos pilares do setor global de alimentos congelados, com receita anual superior a US$ 11,7 bilhões. Estima-se que uma em cada quatro porções de batatas fritas consumidas no mundo leva a marca McCain, um status que torna a empresa estratégica não apenas para a família controladora, mas também para grandes clientes como a rede McDonald’s. 

Eleanor, que não participa da gestão diária da empresa, explicou que pretende vender sua participação para focar em projetos filantrópicos, diversificação de investimentos e planejamento sucessório. Porém, sua proposta de valor não foi aceita pelos demais acionistas, que discordam da avaliação atribuída à fatia, situação que pode testar a eficácia da estrutura de governança da McCain Foods, criada justamente para evitar esse tipo de atrito. 

Especialistas em empresas familiares avaliam que conflitos desse tipo tendem a surgir quando gerações diferentes têm visões divergentes sobre o futuro do negócio e avaliação de patrimônio. No caso da McCain Foods, a possível saída de um membro da família abre questionamentos sobre patrimônio, legado e estratégia de longo prazo em um dos grandes nomes do setor alimentício global.