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Coluna com o economista e advogado Valmir Falcão, que vai abordar temas que envolvem o mercado financeiro do Piauí, do Brasil e do Mundo.

Endividamento cresce e amplia pressão da renda com dívidas no Brasil, diz BC

Alta dos juros no crédito pressiona famílias e amplia uso de modalidades mais caras
Redação

O endividamento das famílias brasileiras cresce no último ano e amplia o comprometimento da renda com dívidas bancárias. Segundo dados do Banco Central, esse percentual sobe de 27,5% para 29,2% no período, refletindo o avanço do crédito e dos juros elevados.

Atualmente, o país registra cerca de 101 milhões de clientes de cartão de crédito. Desse total, 40 milhões utilizam o rotativo, modalidade com juros médios de 424,5% ao ano, considerada a mais cara do mercado. Outros 37 milhões recorrem ao parcelamento pelas instituições financeiras, com taxa média de 194,9% ao ano, podendo haver sobreposição entre os usuários.

Além disso, aproximadamente 30 milhões de pessoas acessam o crédito consignado, com taxas médias que variam entre 22% no setor público e 51% no privado. Já o crédito não consignado alcança 49 milhões de brasileiros, com juros próximos de 100% ao ano, ampliando o peso das dívidas no orçamento familiar.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirma que a maior parte dos consumidores paga taxas superiores a 100% ao ano em linhas emergenciais, o que evidencia um problema estrutural no sistema de crédito. Diante desse cenário, o governo passa a estimular a migração para modalidades mais baratas, como o consignado privado.

A estratégia também prevê intensificar a fiscalização sobre taxas consideradas abusivas. Em vez de estabelecer um teto fixo, a proposta segue modelo semelhante ao adotado no setor de combustíveis, com aplicação de sanções em casos de juros acima da média de mercado.