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Ministério Público do RJ tenta cancelar condicional de Bruno após ida ao Maracanã

Procuradores alegam irregularidades do benefício que permitiu ao ex-goleiro deixar regime
Redação

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) entrou com um pedido na Justiça para anular o livramento condicional concedido ao ex-goleiro Bruno Fernandes de Souza em janeiro de 2023, após análise de supostas falhas no processo de concessão. O ex-goleiro do rubro negro carioca entre os anos de 2006 a 2010, esteve presente no empate entre Flamengo x Internacional, no Maracanã, válido pela segunda rodada do brasileiro, o que levantou controvérsias. 

O benefício permitiu que o ex-atleta cumprisse o restante da pena fora do regime semiaberto, mas, segundo o MPRJ, a documentação para a concessão não teria respeitado integralmente os requisitos previstos na Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/1984), o que, na avaliação dos promotores, pode invalidar o livramento.

Bruno foi condenado em 2013 a 23 anos e um mês de prisão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver no caso do assassinato da modelo Eliza Samudio, cujo corpo jamais foi encontrado.

Após cumprir parte da pena em regime fechado e semiaberto, ele obteve o benefício há mais de três anos. Agora, com o novo pedido do MPRJ, o ex-jogador pode ser obrigado a retornar ao sistema prisional ou ter sua situação restrita mais severamente caso a Justiça acate a argumentação dos promotores.