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Brasil pode registrar 19 mil casos anuais de câncer de colo do útero até 2028

Doença é uma das mais comuns entre mulheres e pode ser evitada com vacina e exames
Redação

O Dia de Conscientização sobre o Câncer de Colo do Útero, lembrado nesta quinta-feira (26), reforça o alerta para uma das doenças mais frequentes entre mulheres no Brasil. O tumor é o terceiro mais comum e está ligado ao HPV, responsável por 99,7% dos casos, embora seja prevenível com vacinação.

No Piauí, sete novos casos foram registrados em 2026, segundo o DATASUS. Em 2025, foram 239 diagnósticos e, em 2024, 383. Em todo o país, já são 682 casos neste ano. A projeção do Instituto Nacional de Câncer indica cerca de 19,3 mil novos registros anuais até 2028.

Transmitido principalmente por contato sexual, o HPV pode afetar homens e mulheres e causar diferentes tipos de câncer. Em muitos casos, a infecção não apresenta sintomas, o que reforça a importância de exames regulares para diagnóstico precoce.

A vacinação, oferecida gratuitamente pelo SUS, é a principal forma de prevenção, aliada ao uso de preservativos. O público-alvo inclui crianças e adolescentes, além de pessoas imunossuprimidas.

Apesar disso, a desinformação ainda preocupa. Pesquisa aponta que parte dos jovens desconhece a eficácia da vacina ou acredita em mitos já desmentidos por especialistas. Autoridades de saúde reforçam que ampliar o acesso à informação e à imunização é essencial para reduzir os casos da doença no país.

Como prevenir o câncer de colo do útero? 

A prevenção do câncer de colo do útero está diretamente ligada a cuidados simples e eficazes no dia a dia. Veja as principais formas de se proteger:

  • Vacinação contra o HPV:** principal forma de prevenção, disponível gratuitamente no SUS para crianças, adolescentes e grupos específicos.
  • Uso de preservativo: reduz o risco de transmissão do HPV durante relações sexuais.
  • Exames regulares: o Papanicolau é essencial para detectar alterações precoces e iniciar o tratamento rapidamente.
  • Acompanhamento médico: consultas periódicas com ginecologista ajudam na prevenção e diagnóstico precoce.
  • Informação e conscientização: entender os riscos e combater desinformação são fundamentais para ampliar a proteção.

A combinação dessas medidas pode reduzir significativamente os casos da doença e salvar vidas.