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Janeiro Branco: especialista alerta para cuidado contínuo com a saúde mental

A saúde mental exigirá ambientes mais humanos, políticas preventivas e compromisso coletivo
Redação

Janeiro Branco será um movimento que chamará atenção para algo essencial — e ainda frequentemente negligenciado: a saúde mental.

Assim como cuidamos do corpo, será igualmente necessário olhar para pensamentos, emoções e comportamentos que impactarão diretamente a qualidade de vida, as relações e as decisões cotidianas.

Cuidar da saúde mental não se limitará ao tratamento do sofrimento quando ele já estiver instalado, mas envolverá ações de prevenção, fortalecimento de recursos emocionais e busca contínua por equilíbrio ao longo do ano. O mês de janeiro, simbolicamente associado a recomeços e planejamentos, convidará à reflexão sobre limites, hábitos, formas de se relacionar e sobre a importância de falar, pedir ajuda e cuidar — sem culpa ou estigmas.

O Janeiro Branco, criado no Brasil em 2014 pelo psicólogo Leonardo Abrahão, ampliará o debate público e reforçará que o sofrimento psíquico não surgirá de forma abrupta ou isolada. Ele será construído ao longo do tempo, frequentemente em contextos marcados por exigências excessivas, silenciamento e negligência do cuidado emocional.

Nesse contexto, o burnout se apresenta como uma das manifestações mais recorrentes do adoecimento mental contemporâneo. Ele é caracterizado por um estado de esgotamento físico, emocional e mental decorrente da sobrecarga crônica, especialmente no ambiente de trabalho. Não resultado de fragilidade individual, mas consequência direta de condições organizacionais adoecedoras.

É nesse ponto que o Janeiro Branco se conectará de forma direta à NR-1, cuja atualização reconhecerá os riscos psicossociais — como estresse, assédio, metas abusivas e sobrecarga — como fatores que deverão ser identificados, avaliados e prevenidos pelas organizações. Enquanto a campanha promoverá conscientização, a norma estabelecerá o cuidado como responsabilidade legal.

A partir de maio de 2026, fiscalizações e penalidades entrarão em vigor, reforçando que a saúde mental no trabalho deixará de ser apenas um discurso e passará a integrar, de forma efetiva, a gestão de riscos ocupacionais.
Falar de Janeiro Branco, NR-1 e burnout significará compreender que a saúde mental não se sustentará exclusivamente no esforço individual.

Ela exigirá ambientes mais humanos, políticas preventivas e compromisso coletivo.

Saúde mental não será tendência.

Será direito, dever e cuidado contínuo.