Mesmo dobrando, TJ/PI ainda tem a terceira menor presença de mulheres do país
O número passou de dois para quatro, porém menos de 19% do total
A promoção das juízas Maria Célia Lima Lúcio e Maria Luíza de Moura Mello e Freitas ao cargo de desembargadora marcou um fato inédito na história do Tribunal de Justiça do Piauí (TJPI). Pela primeira vez, duas mulheres foram promovidas na mesma sessão do Tribunal Pleno, dobrando a presença feminina na Corte, que passou de duas para quatro magistradas.
Mesmo com o avanço, o TJPI continua entre os tribunais com menor representatividade feminina do Brasil. Das 22 cadeiras de desembargador, apenas quatro são ocupadas por mulheres, o equivalente a 18,8% da composição. O percentual coloca o Piauí à frente apenas da Paraíba (10,5%) e de Alagoas (5,7%), mantendo o terceiro menor índice nacional.
O contraste é ainda maior quando comparado aos tribunais com maior participação feminina. O Tribunal de Justiça do Pará lidera o país, com 53% das cadeiras ocupadas por mulheres. No Nordeste, a Bahia aparece na primeira posição, com 43% de desembargadoras, percentual mais que o dobro do registrado pelo Judiciário piauiense.
As promoções ocorreram durante a 97ª Sessão Extraordinária Administrativa do Tribunal Pleno, em decorrência das aposentadorias dos desembargadores Antônio Lopes de Oliveira e Joaquim Dias de Santana Filho. Maria Célia Lima Lúcio foi promovida pelo critério de merecimento, em edital exclusivo para magistradas, enquanto Maria Luíza de Moura Mello e Freitas ascendeu pelo critério de antiguidade, ampliando a participação feminina na composição do segundo grau do Judiciário piauiense.