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Dengue avança no Piauí e já mata quase o mesmo número do que todo o ano passado

No Brasil, o número de mortes no Estado fica atrás apenas de seis estados
Redação

A dengue voltou a acender o sinal de alerta no Piauí. Em apenas seis meses, a doença já provocou a morte de 11 pessoas, número que representa um aumento de 37% em relação ao mesmo período de 2025 e que deixa o estado a apenas dois óbitos de igualar todo o registro do ano passado, quando 13 pessoas morreram em decorrência da doença.  

O cenário coloca o Piauí entre os estados com maior número de mortes por dengue no país em 2026. O estado ocupa a sétima posição no ranking nacional, atrás apenas de Goiás (70 mortes), Minas Gerais (38), São Paulo (35), Bahia (16), Pará (13) e Tocantins (12).

Os dados do painel epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) mostram que o vírus continua circulando de forma intensa. Até o momento, foram registrados 14 mil casos prováveis, dos quais 8,3 mil já tiveram confirmação laboratorial, além de 405 casos com sinais de alarme e 26 classificados como dengue grave.  

O perfil das vítimas reforça que a doença não escolhe idade. Entre os mortos estão crianças, adultos e um idoso de 90 anos, evidenciando que, embora idosos e pessoas com comorbidades sejam mais vulneráveis, a dengue pode evoluir rapidamente para formas graves em qualquer faixa etária.  

O aumento dos óbitos acompanha a elevação do número de casos e preocupa especialistas porque ainda restam meses favoráveis à circulação do mosquito Aedes aegypti. A doença pode se manifestar inicialmente com febre alta, dores no corpo, dor atrás dos olhos e manchas na pele, mas sinais como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos e queda de pressão exigem atendimento médico imediato, pois podem indicar evolução para dengue grave.  

Diante desse cenário, autoridades de saúde reforçam que a principal estratégia continua sendo a eliminação dos criadouros do mosquito, evitando o acúmulo de água parada em recipientes, caixas d’água, pneus, vasos de plantas e outros locais que favorecem a reprodução do vetor. A combinação entre vigilância epidemiológica, atendimento precoce e prevenção é considerada essencial para impedir que o número de mortes continue crescendo no segundo semestre.