Em Pauta

Ranking revela surpresas: veja quais cidades lideram as chuvas no Piauí em 2026

Dados de janeiro a março, calculados pela Sala de Monitoramento de Eventos Climáticos Extremos

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta para a continuidade das chuvas no Piauí ao longo de abril. O aviso ganha ainda mais relevância diante do balanço do primeiro trimestre do ano, que revela um estado marcado por fortes contrastes na distribuição das precipitações.

Dados de janeiro a março, calculados pela Sala de Monitoramento de Eventos Climáticos Extremos, da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, mostram que, enquanto algumas regiões registraram volumes elevados e acima da média, outras enfrentaram um cenário de escassez severa. A diferença entre os municípios mais chuvosos e os mais secos ultrapassa 890 milímetros, um retrato claro da irregularidade climática no território piauiense.

A lista das dez cidades onde mais choveu no período é a seguinte:
1.    Miguel Alves – 945,2 mm
2.    Uruçuí – 943,6 mm
3.    José de Freitas – 888,4 mm
4.    Barras – 885 mm
5.    Piripiri – 884,8 mm
6.    União – 876,2 mm
7.    Nossa Senhora dos Remédios – 859,4 mm
8.    Ilha Grande – 736 mm
9.    Matias Olímpio – 727 mm
10.    Teresina – 722,8 mm

Na outra ponta, o levantamento evidencia municípios com baixos acumulados, sobretudo na região semiárida. Santa Filomena teve apenas 54,4 mm no trimestre, o menor índice do estado. Em seguida aparecem Santa Cruz dos Milagres (65,4 mm) e Assunção do Piauí (153,8 mm).

Confira as dez cidades onde menos choveu:
1.    Santa Filomena – 54,4 mm
2.    Santa Cruz dos Milagres – 65,4 mm
3.    Assunção do Piauí – 153,8 mm
4.    Betânia do Piauí – 213 mm
5.    São Miguel do Fidalgo – 222,5 mm
6.    Simplício Mendes – 236,2 mm
7.    São Miguel do Tapuio – 241 mm
8.    Buriti dos Montes – 248 mm
9.    Bela Vista do Piauí – 250 mm
10.    Pio IX – 276,7 mm

O contraste evidencia um desafio histórico: enquanto o Norte e parte do Centro-Norte concentram volumes expressivos, o Sudeste e áreas do semiárido seguem vulneráveis à irregularidade das chuvas.

Com a previsão de novos acumulados em abril, a expectativa é de melhora pontual em algumas regiões. Ainda assim, os dados do primeiro trimestre mostram que o regime hídrico no Piauí continua desigual, um fator determinante para a agricultura, o abastecimento e a dinâmica econômica do estado.

Leia também