Tem time que entra em campo. E tem time que entra pra contar história
O Atlético Piauiense vai carregar o nome do Piauí na Copa do Brasil Sub-17
Pelo segundo ano consecutivo, o Atlético Piauiense vai carregar o nome do Piauí na Copa do Brasil Sub-17. Não é pouca coisa. É camisa, é base forte, é trabalho que aparece quando o apito toca. Em 14 dias, a bola volta a rolar e o desafio já vem pesado: Bahia, fora de casa, no CT Evaristo de Macedo, em Salvador. Jogo único. Eliminatório. Daqueles que não permitem piscar.
O Caveirão sabe onde está pisando. E sabe, principalmente, o que construiu até aqui. A vaga veio com autoridade, como campeão estadual em 2025, mostrando que o futebol piauiense tem chão, método e talento. É a segunda participação nacional consecutiva, algo que começa a deixar de ser exceção para virar caminho.
E quando a gente fala de base do Atlético, não é discurso vazio. É resultado. Em todas as categorias, o clube tem se destacado, formando, competindo e incomodando quem sempre esteve no topo. Prova disso veio logo no início do ano, na Copinha São Paulo. O Atlético levou o Piauí mais longe do que nunca, chegou às oitavas de final e só parou nos pênaltis. No detalhe. No limite. Com dignidade.
Agora, o cenário muda, mas o espírito é o mesmo. Do outro lado, os Pivetes de Aço, tradição nacional, força do Nordeste. Do lado de cá, um Piauí que não se intimida mais. Que entra sabendo que futebol se decide dentro das quatro linhas — e que base forte não pede licença.
Quem passar encara Fortaleza ou VF4-PB. Mas antes, tem Bahia. Tem 25 de fevereiro. Tem 15h. Tem sonho em jogo.
E no futebol de base, como na vida, ninguém chega duas vezes por acaso.