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Cinco anos depois: a COVID recua no Piauí, mas não foi embora

O vírus continua circulando e, como mostram os próprios dados, ainda mata
Redação

Cinco anos se passaram desde a primeira morte por COVID-19 registrada no Brasil, e também no Piauí. O tempo, que costuma apagar contornos, não apagou a memória dos dias mais duros da pandemia. Pelo contrário: ela segue como um marco coletivo, daqueles que reorganizam prioridades, revelam fragilidades e reafirmam o valor da ciência.

Em 2020, o vírus avançava rápido demais. As mortes chegavam a milhares por dia no país. Hospitais lotados, despedidas interrompidas, silêncios que até hoje ecoam. Foi a ciência, mais uma vez, que respondeu. A vacina chegou, os braços se estenderam, e os números começaram a cair. Não de forma mágica, mas consistente.

Cinco anos depois, os dados confirmam essa virada. Informações da Central de Informações do Registro Civil, no Portal da Transparência, que mantém uma ala específica para o monitoramento de óbitos por COVID, mostram que o Piauí registrou, em 2025, uma queda superior a 50% no número de mortes causadas pela doença. Foram 25 óbitos neste ano, contra 59 registrados em 2024.

Os números não falam sozinhos, mas contam uma história clara. Essa redução reflete, de forma direta, as campanhas permanentes de vacinação conduzidas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), que seguem reforçando a importância da imunização, especialmente entre os públicos mais vulneráveis. Vacinar deixou de ser urgência de crise, mas continua sendo um gesto de responsabilidade coletiva.

Ainda assim, o alerta permanece. A COVID-19 não acabou. O vírus continua circulando e, como mostram os próprios dados, ainda mata. Menos, é verdade. Mas cada número representa uma vida, uma família, uma ausência.

Cinco anos depois da primeira morte, o Piauí tem motivos para reconhecer o caminho percorrido, e também razões para não baixar a guarda. A pandemia ensinou que ciência salva, que política pública importa e que a prevenção nunca é exagero. Vacinar-se, hoje, é também um ato de memória. Para que o que foi vivido não precise ser repetido.