Piauí bate recorde em medidas protetivas e reduz feminicídios
O contraste evidencia a importância das medidas protetivas como instrumento de prevençãoO Judiciário do Piauí encerrou 2025 com um marco histórico na proteção de mulheres em situação de violência. Foram 9.437 medidas protetivas de urgência concedidas, o maior número já registrado no estado, uma a cada hora, ao longo do ano. A maioria delas (57,8%) foi concedida em Teresina, principal polo de demandas do sistema judicial.
O volume representa um crescimento de 16,4% em relação a 2024, sinalizando maior procura por proteção e uma resposta mais rápida do Judiciário diante de situações de risco. Esse avanço ajuda a explicar outro dado relevante: o Piauí conseguiu reduzir os casos de feminicídio, na contramão do cenário nacional.
No Brasil, 2025 foi marcado por um recorde trágico. Foram 1.470 feminicídios, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, superando o número de 2024. Os dados do Sinesp apontam uma média de quatro mulheres assassinadas por dia, mantendo a taxa nacional em 0,69 morte por 100 mil habitantes. No Piauí o número de Feminicidio foi de 38, dois a menos que em 2024.
O contraste evidencia a importância das medidas protetivas como instrumento de prevenção. No Piauí, cada decisão judicial que afasta o agressor ou impõe restrições representa mais do que um ato formal: é uma tentativa concreta de interromper o ciclo da violência antes que ele termine em morte.