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Piauí sem nota máxima em medicina e com curso sob risco de sanções

Em um exame que avaliou 351 cursos no país, apenas 49 chegaram ao conceito 5
Redação

O resultado da primeira edição do Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica), divulgado essa semana pelo Ministério da Educação (MEC), é direto e desconfortável: nenhuma faculdade de Medicina do Piauí alcançou a nota máxima e uma instituição entrou na faixa sujeita a penalidades. Em um exame que avaliou 351 cursos no país, apenas 49 chegaram ao conceito 5. O estado ficou fora desse grupo.

Sete instituições piauienses foram avaliadas. As universidades públicas, UFPI (Teresina e Picos), Uespi (Teresina) e Universidade Federal do Delta do Parnaíba, obtiveram conceito 4, considerado bom, mas longe da excelência. A Afya Centro Universitário de Teresina e o Centro Universitário Facid Wyden ficaram com conceito 3. Já a Afya Faculdade de Parnaíba recebeu conceito 2, entrando na zona de risco, com possibilidade de redução de vagas e restrições a programas federais como o Fies.

Aplicado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o Enamed mostrou que 30,4% dos cursos do país ficaram nas faixas 1 e 2, consideradas insatisfatórias. O padrão se repete: os melhores resultados concentram-se nas universidades públicas estaduais e federais, enquanto faculdades privadas com fins lucrativos acumulam os piores desempenhos. No Piauí, o diagnóstico é claro: há bons cursos, mas a excelência ainda não chegou, e um alerta já foi acionado.

A análise geral dos resultados expõe um padrão incômodo: os piores desempenhos concentram-se em faculdades privadas com fins lucrativos e em instituições públicas municipais. Já os melhores resultados aparecem, majoritariamente, entre universidades públicas estaduais e federais. Entre as estaduais, nenhuma teve curso na faixa 1; 46,2% chegaram ao conceito 5. Nas federais, 26,3% alcançaram a nota máxima.

As particulares com fins lucrativos, por sua vez, registraram o desempenho mais frágil: 11,5% na faixa 1 e apenas 2,7% na faixa 5. No Piauí, esse padrão também se confirma: as universidades públicas lideram o desempenho, enquanto parte do setor privado patina, e, em um caso, escorrega perigosamente.