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Seduc e Repórter Brasil ampliam rede contra o trabalho escravo no Piauí

A meta é chegar a 363 escolas em 124 municípios
Redação

No Piauí, o enfrentamento ao trabalho escravo ganhou uma estratégia clara: começa pela sala de aula. Em parceria direta com a Secretaria de Estado da Educação (Seduc-PI), a ONG Repórter Brasil deu início, em abril, a uma nova etapa do projeto Escravo, nem pensar!, ampliando uma iniciativa que transforma conhecimento em prevenção. 

A parceria entre a Secretaria de Estado da Educação (Seduc-PI) e a ONG Repórter Brasil está ampliando o alcance do projeto Escravo, nem pensar! no Piauí. Nesta nova etapa, iniciada em Teresina, a meta é chegar a 363 escolas em 124 municípios, formando gestores e técnicos para levar o tema às salas de aula e às comunidades.

A estratégia, coordenada pela Seduc por meio das Gerências Regionais de Ensino, transforma educadores em multiplicadores de conhecimento. Em 2025, a primeira fase já havia impactado mais de 62 mil pessoas em 242 escolas de 76 municípios, resultado que impulsiona a expansão agora em todo o estado.

Com apoio de entidades como a Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo do Piauí e a Comissão Pastoral da Terra, o projeto ganha ainda mais força em um cenário desafiador: entre 1995 e 2024, 1.666 trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão no Piauí. Ao levar informação para dentro das escolas, a Seduc aposta na educação como principal ferramenta de prevenção e transformação social.