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Wellington Dias defende programas sociais: 'Tirar da fome não é o fim'

Relatório da ONU confirma o Brasil fora do Mapa da Fome pelo segundo triênio consecutivo

O relatório recente da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, sigla em inglês) confirma o Brasil fora do Mapa da Fome pelo segundo triênio consecutivo (2023-2025). Além disso, a insegurança alimentar severa recuou de 9% para 0,6% da população.

Em entrevista ao Correio Braziliense, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) Wellington Dias (PT) destacou a importância dos programas sociais criados pelo Governo Federal para sanar o problema da fome e gerar emprego e renda às famílias em situação de vulnerabilidade.

"Tirar da fome não é o fim, é só um primeiro passo. Precisa superar a pobreza. Então, a partir daí, vários programas. O programa Acredita, que foi lançado em 2023, ele consolidou vários programas rural e urbano que vão desde qualificação para o emprego, a qualificação para o empreendedorismo, para o cooperativismo, estruturador de negócio, assistência técnica e olha o efeito que isso deu. O Brasil segue crescendo a economia e eu digo que o social tem uma estratégia que é parte da estratégia econômica. Crescer os mais pobres significa colocar também mais consumo", destacou.

Segundo Dias, por ano, 7 milhões de brasileiros saem da extrema pobreza e da baixa renda. Com o avanço das políticas sociais, o petista projeta que na próxima década o Brasil pode estar entre os países com o menor índice de desigualdade social do mundo.

Guerra no Oriente Médio

Wellington Dias também abordou os prejuízos causados pela Guerra no Oriente Médio. Segundo o ministro, "os mais pobres" são os mais afetados pelos conflitos internacionais. "Quando tem guerra no Oriente Médio, fecha o estreito de Ormuz. Alguém pergunta 'o que eu tenho a ver com isso?' Tudo, porque o alimento que chega na sua mesa, ele precisou de adubo, e esse adubo foi produzido naqueles países, que são os que mais vendem. Se os navios não podem se deslocar, ela encarece no mundo", declarou.

O governo brasileiro, explica Dias, criou um sistema de compensação para os agricultores pequenos, médios e grandes, impactados não só pela guerra, como também pelas mudanças climáticas e os chamados "tarifaços". 

"Olha o resultado, é o Brasil um dos países do mundo que tem o custo de alimentação por pessoa, por família, mais baixo, ou seja, mais baixo entre os países da América do Sul. Mais baixo da média dos países aqui da América Latina e o Caribe e assim em outras regiões do mundo. O Brasil é o quarto maior produtor de alimentos. O Brasil agora era a 12ª, melhoramos a 10ª maior, mais forte economia do mundo, por isso que estamos no G20", frisou.  

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