Charles Pessoa critica legislação do Brasil: ‘Prendemos, mas colocam em liberdade'
Em 16 anos de atuação no combate às facções criminosas, delegado diz que passou por 'frustrações'O delegado Charles Pessoa teceu duras críticas à atual legislação brasileira no que tange a manutenção das prisões de suspeitos, no âmbito das investigações policiais. Em 16 anos de atuação no combate às facções criminosas, Charles disse que passou por "inúmeras frustações".
A crítica do ex-coordenador do Departamento de Repressão às Ações Criminosas (DRACO) está direcionada a brandura das leis que, em sua avalição, facilitam a soltura de criminosos.
"Se eventualmente a gente for realmente trilhar o caminho da política, vocês podem ter certeza, sociedade piauiense, que é com um objetivo ainda maior, é contribuir agora com a mudança da legislação brasileira. Eu tenho 16 anos dedicado ao combate às facções, decorrer desse período eu vou confidenciar que eu passei por inúmeras frustrações, eu tenho certeza que toda gente de segurança pública hoje diariamente passa por frustrações similares ou iguais a que nós já passamos", afirmou Charles Pessoa.
À coluna, o delegado afirmou ainda que essa será uma das pautas da pré-candidatura, caso decida concorrer a deputado federal. Nos bastidores da política, a filiação de Charles Pessoa ao Partido Verde (PV) para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados já é dada como certa. A própria presidente estadual da sigla, Teresa Britto, já confirmou a informação a esta coluna.
Investigado preso três vezes pela polícia
Monitorado por tornozeleira eletrônica, um dos alvos da mais recente operação feita pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) nesta terça-feira (03/02) foi preso pelo menos três vezes. O homem é investigado por tentativa de homicídio, trafico e drogas e organização criminosa.
Ao avaliar a legislação brasileira, o delegado Charles Pessoa destacou que casos como este "frustram a sociedade brasileira diariamente".
"A sociedade brasileira diariamente se frustra justamente com essa legislação brasileira extremamente atrasada, onde a gente efetua, por exemplo, prisões de 5, 6, 7, 8, 10 pessoas e no dia seguinte em torno de 10, 15% permanece preso por um curto período, a grande maioria são colocados em liberdade no momento da prisão ou então no dia seguinte nas audiências de custódia e isso é fruto realmente de uma legislação que precisa ser mudada", completou o delegado.
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