Além do dono da DF Group, outros oito investigados são liberados da prisão
Decisão beneficia dono da empresa e outros oito alvos da investigação sobre suposto esquemaA justiça do Piauí determinou, neste domingo (19/07), a soltura de nove investigados presos durante operação deflagrada pela Polícia Civil para apurar um suposto esquema de estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro envolvendo a empresa DF Group. A decisão beneficia o fundador da empresa, Douglas Fonseca Araújo, além de outros oito investigados que permaneciam presos desde a operação realizada no último dia 10 de julho.
Douglas Fonseca deixou a prisão na manhã deste domingo e passará a cumprir medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica.
Além do empresário, também foram colocados em liberdade Ícaro Teixeira de Sousa, Lucas Soares Coutinho, Eduardo Lima de Sousa, Milena Alves Torres, Viviane Alves da Silva, Caio Guilherme Campelo, Caio Fonseca Araújo e Jaquenilson Alvino de Sousa Abreu.
O único investigado que continua foragido é Tharsio Moura Soares de Gusmão.
A decisão foi assinada pela desembargadora Maria do Rosário de Fátima, que substituiu as prisões preventivas por medidas cautelares, permitindo que os investigados respondam ao processo em liberdade enquanto as investigações prosseguem.
Operação apura esquema de R$ 100 milhões
A operação foi deflagrada pela Superintendência de Operações Integradas (SOI) da Polícia Civil do Piauí e investiga um suposto esquema que teria movimentado aproximadamente R$ 100 milhões em dois anos, com mais de duas mil vítimas.
Segundo a investigação, o DF Group atraía investidores com promessas de rentabilidade de até 10% ao mês, percentual considerado incompatível com o mercado financeiro. A Polícia Civil sustenta que a empresa utilizava operações de trade como fachada e não possuía autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para atuar no mercado de capitais.
Durante a operação, foram cumpridos dez mandados de prisão, além de quase vinte mandados de busca e apreensão. Os policiais apreenderam veículos de luxo, relógios, armas de fogo, documentos e contratos. Também foram determinadas pela Justiça a suspensão das atividades da empresa, o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de imóveis ligados aos investigados.
As investigações continuam para esclarecer a participação de cada envolvido e apurar a extensão dos prejuízos causados às supostas vítimas.