Estudante era estimulado a cometer um massacre em escola de Teresina, diz delegado
Essa suposta segunda pessoa teria desistido do ataque e expressado para o menor não concluir o ato
O adolescente de 16 anos apreendido, nessa terça-feira (15/07), por planejar um ataque a uma escola da zona Norte de Teresina também era incentivado por outra pessoa a colocar o atentado em prática. A informação foi confirmada pelo delegado Eduardo Aquino, responsável pelas investigações, que detalhou novos elementos encontrados pela Polícia Civil durante a apuração do caso.
O estudante foi apreendido pela segunda vez após a Justiça decretar sua internação provisória. A decisão foi tomada depois que a investigação apontou que ele continuava planejando um atentado, mesmo após ter sido flagrado em março deste ano com uma faca e uma balaclava, além de publicar em uma rede social que pretendia atacar a escola onde estudava.
Após a primeira ocorrência, o adolescente voltou a frequentar a unidade de ensino. No entanto, durante o aprofundamento das investigações, a Polícia Civil identificou que ele continuava mostrando a intenção de praticar um massacre em ambiente escolar.
“Nós recebemos um chamado da diretora que nos informou sobre que ele havia novamente, para colegas, revelado que iria cometer essa chacina. Então, nós corremos com essa situação, informamos ao judiciário e requeremos a apreensão dele até como forma de resguardar a integridade das pessoas que ali trabalham”, informou.
Além do novo comportamento apresentado pelo adolescente, a perícia realizada em seu aparelho celular revelou conversas sobre o planejamento do atentado, pesquisas relacionadas à compra de armas de fogo, buscas por escolas de Teresina e conteúdos que faziam referência a autores de massacres em instituições de ensino.
Foi durante essa análise que os investigadores também descobriram que o estudante mantinha contato com uma pessoa que reforçava e estimulava a execução do crime.
“Havia conversas dele em fóruns e foi identificada uma conversa com uma outra pessoa que ainda não foi identificada. Essa outra pessoa, num determinado momento, que iria, supostamente, cometer essa chacina com ele, ela desiste da ocorrência desse fato. Inclusive, ela fala lá expressamente que não vai mais cometer, que não iria mais fazer o fato”, relatou.
Para a Polícia Civil, os elementos reunidos demonstram que o caso ultrapassou a fase de uma simples ameaça publicada na internet. As provas apontam que havia persistência na intenção criminosa e sinais concretos de preparação para um possível ataque.
"Isso só corrobora com o que a gente falou anteriormente de que tem que ter fiscalização sobre o que esses adolescentes, essas crianças estão tendo acesso aí no mundo da internet", concluiu.