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Operação Chip Falso prende 10 suspeitos de golpes com clonagem de celular no PI

Ao Conecta Piauí, delegado Humberto Mácola explica como agia a quadrilha e faz alerta

A Secretaria de Segurança Pública do Piauí deflagrou, na manhã desta quarta-feira (15), a Operação Chip Falso, que resultou na prisão de dez pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas e invasões de sistemas. Durante a ação, também foram apreendidos equipamentos de informática e telefonia utilizados nas práticas criminosas.

Em entrevista ao Conecta Piauí, o delegado Humberto Mácola, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), explicou que o grupo utilizava a técnica conhecida como SIM Swap, que consiste na transferência fraudulenta da titularidade de uma linha telefônica sem autorização da vítima.

"O criminoso assume o controle da linha telefônica da vítima e, a partir disso, consegue acessar diversos serviços digitais, como aplicativos bancários, WhatsApp e redes sociais, facilitando a prática de golpes", explicou o delegado.

Segundo as investigações, o grupo criminoso atuava a partir de uma residência em Teresina, que funcionava como centro de coordenação das fraudes. Pelo menos 50 vítimas, espalhadas por diversos estados brasileiros, já foram identificadas.

De acordo com Humberto Mácola, cerca de 100 pessoas também forneceram seus dados pessoais e biometria para viabilizar a clonagem das linhas telefônicas, prática que agora também é alvo das investigações.

"Essas pessoas cederam credenciais e dados biométricos em troca de vantagens. Elas também podem responder criminalmente pela participação no esquema", afirmou.

O delegado detalhou que, após assumir o controle da linha telefônica, os criminosos passavam a acessar aplicativos como WhatsApp e Instagram para aplicar golpes, incluindo o do falso parente, além de invadir contas bancárias e realizar clonagens de cartões de crédito.

Outro alerta feito pelo delegado é sobre um dos principais sinais de que o golpe está em andamento.

"Quando a linha telefônica perde o sinal de forma repentina, enquanto outros aparelhos continuam funcionando normalmente, esse é um forte indicativo de que pode estar ocorrendo uma fraude. Nesse caso, a pessoa deve entrar em contato imediatamente com a operadora", orientou.

Embora o núcleo da organização tenha sido identificado em Teresina, a atuação do grupo possuía alcance nacional. A Polícia Civil informou que já investiga ramificações em outros estados e não descarta novas fases da Operação Chip Falso.

Por fim, Humberto Mácola reforçou que a população nunca deve fornecer documentos, senhas ou biometria facial para terceiros.

"Jamais entregue seus dados pessoais ou biometria para outra pessoa. Além de facilitar a ação criminosa, quem participa desse tipo de fraude também pode ser responsabilizado e preso", concluiu.

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