Plantão Policial

Ex-jogador de futebol é preso suspeito de execução ligada a facções em Teresina

Conhecido como Titela, homem é apontado pelo DHPP como envolvido em homicídio ocorrido no Mocambinho

A Polícia Civil do Piauí prendeu nesta quarta-feira (24/06), em Teresina, um ex-jogador de futebol amador suspeito de participação em um homicídio registrado no início deste ano na zona Norte da capital. O investigado foi identificado como Mariton Silva de Sousa, conhecido popularmente como “Titela”, e é apontado como envolvido no assassinato de Anderson Barroso da Silva, crime ocorrido no dia 5 de março, na Vila Mocambinho.

A prisão foi realizada por equipes do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga o caso. Segundo o delegado Genival Vilela, responsável pela apuração, Anderson estava conversando com amigos quando um carro branco se aproximou do grupo. Logo em seguida, um dos ocupantes desceu do veículo e efetuou vários disparos de arma de fogo contra a vítima. Mesmo tentando fugir, Anderson acabou sendo atingido e morreu no local.

De acordo com as investigações conduzidas pelo DHPP, a principal linha de apuração aponta que o crime pode estar relacionado à disputa entre facções criminosas que atuam em diferentes regiões da capital. A prisão de Mariton aconteceu na zona Norte de Teresina, mesma região onde ocorreu o homicídio investigado.

Durante o andamento do inquérito, a polícia também levantou o histórico da vítima e identificou possíveis conexões com outros episódios violentos registrados anteriormente. Conforme informações da investigação, Anderson Barroso era suspeito de participação em um ataque ocorrido em janeiro deste ano durante o velório de Adão Rodrigues dos Santos Júnior, no bairro Água Mineral, também na zona Norte da capital. Na ocasião, criminosos invadiram o local, efetuaram disparos e atearam fogo no corpo que estava sendo velado, em um caso que teve grande repercussão no estado.

Ainda segundo informações policiais, Adão Rodrigues possuía antecedentes por porte ilegal de arma e tráfico de drogas, além de já ter sido investigado por envolvimento com atividades criminosas na região. Agora, com a prisão de Mariton, o DHPP dá continuidade às investigações para esclarecer completamente a dinâmica do assassinato de Anderson Barroso e identificar possíveis outros envolvidos no crime.

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