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Motorista por app que atirou em homem após corrida em Teresina é preso no RJ

Investigado por tentativa de homicídio foi localizado após meses foragido da Justiça
Redação

Ocriminoso identificado como Adson Madeira de Carvalho foi preso nesta quarta-feira (24), em São Paulo, suspeito de envolvimento em uma tentativa de homicídio ocorrida na zona Sul de Teresina. O homem era procurado pela Justiça desde abril, quando teria efetuado disparos de arma de fogo durante uma confusão envolvendo uma corrida por aplicativo. 

Segundo as investigações, Adson Madeira já possui passagem pela polícia pelo crime de roubo e foi localizado após trabalho de monitoramento e troca de informações entre as forças de segurança.

Relembre o caso

O caso ocorreu na noite do dia 12 de abril, no bairro São Pedro. A vítima, identificada como Antônio Paulo de Abreu, foi atingida por um disparo no ombro ao tentar intervir em uma discussão envolvendo seu irmão, Luís Patrício, e o motorista.

De acordo com informações levantadas pela Polícia Militar, a confusão começou após o término de uma corrida por aplicativo. Luís Patrício teria solicitado o serviço e, ao final do trajeto, apresentava sinais de embriaguez e não possuía condições de realizar o pagamento da viagem.

Ainda segundo a investigação, a situação evoluiu para uma discussão e, posteriormente, para agressões físicas. Antônio Paulo tentou intervir na briga para defender o irmão, momento em que o motorista teria sacado uma arma de fogo e efetuado os disparos.

A vítima foi socorrida e encaminhada para atendimento médico. O estado de saúde não foi detalhado pelas autoridades na ocasião. Após o crime, o suspeito deixou o estado e passou a ser considerado foragido. Com o avanço das investigações, ele foi localizado e preso em São Paulo, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Sensação de alívio 

Em entrevista, a vítima relembrou os momentos de tensão vividos naquela noite. Segundo ele, estava se preparando para ir à igreja quando foi avisado por vizinhos de que o irmão estava sendo agredido. "Quando meu irmão chegou em casa, ele caiu desacordado. Estava todo machucado. Fui tentar entender o que tinha acontecido e conversar com o motorista", relatou.

Antônio Paulo conta que o motorista já estava deixando o local quando ele tentou registrar a placa do veículo para identificar o responsável pela agressão. Foi nesse momento que a situação se agravou.

"Quando fui tirar uma foto da placa, ele tentou me atropelar e, logo em seguida, efetuou um disparo. O tiro atingiu meu ombro. Até hoje sinto muitas dores. Não consigo levantar totalmente o braço e ainda enfrento as consequências desse tiro. Além da dor física, ficou o trauma", contou.