Irmã de segurança morto diz que vítima temia pelas ameaças e planejava nova vida
O caso segue sob investigação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP)
A família do segurança Erismar Rodrigues dos Santos, de 47 anos, voltou a se pronunciar sobre o assassinato ocorrido no último sábado (11/07), na zona Sudeste de Teresina. Em entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira (13/07), a irmã da vítima, Cleide Rodrigues, afirmou que Erismar vinha relatando medo após sucessivas ameaças que, segundo ela, eram feitas pelo ex-companheiro da atual parceira do segurança. O caso segue sob investigação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que ainda não confirmou a motivação do crime.
Durante a coletiva, Cleide relatou que Erismar estava morando em sua residência havia cerca de 20 dias, após encerrar o casamento anterior. Segundo ela, nesse período, o relacionamento com a atual companheira se fortaleceu e o casal planejava iniciar uma nova vida juntos.
"Meu irmão chegou para mim e disse que eles haviam decidido alugar uma casa e viver em paz. Mas havia um problema: ela queria se separar e o marido não aceitava", afirmou.
De acordo com a irmã, a companheira da vítima enviava mensagens relatando que o ex-companheiro não aceitava o fim do relacionamento e fazia constantes ameaças contra Erismar. Cleide afirmou que o segurança confidenciou à família que estava com medo, mas que, mesmo assim, pretendia seguir com os planos.
Ainda conforme o relato, Erismar contou que o homem teria ido diversas vezes até o local onde ele trabalhava para intimidá-lo. Em uma dessas ocasiões, na sexta-feira (10/07), um dia antes do homicídio, a vítima gravou um vídeo do momento em que, segundo a família, o suspeito teria feito novas ameaças.
Segundo Cleide, no vídeo o homem afirma que Erismar "nunca mais iria beber e nunca mais iria mexer com mulher casada". Ela também declarou que o irmão relatava que o suspeito costumava fazer gestos simulando um disparo de arma de fogo sempre que passava em frente ao seu local de trabalho.
A Polícia Civil informou que as declarações prestadas pela família e o vídeo mencionado poderão integrar o conjunto de elementos analisados durante a investigação. O DHPP continua apurando as circunstâncias do crime e reforça que nenhuma hipótese foi descartada até a conclusão do inquérito.