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Advogada aponta escalada de ameaças antes da execução de segurança em Teresina

Ela explicou, que a família reuniu diversas informações sobre o contexto que antecedeu o crime
Redação

A advogada da família do segurança Erismar Rodrigues dos Santos, de 47 anos, afirmou, durante entrevista coletiva realizada nesta segunda-feira (13/07), que o principal suspeito da motivação do crime é a não aceitação do fim do relacionamento entre a atual companheira da vítima e o ex-marido dela. Segundo Yasmin Soares, as ameaças contra Erismar e a mulher teriam se tornado mais frequentes após o casal decidir assumir o relacionamento e planejar morar junto. O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que ainda não confirmou a motivação do homicídio.

No início da coletiva, a advogada ressaltou que a apuração dos fatos cabe exclusivamente à Polícia Civil e que caberá ao Ministério Público e ao Poder Judiciário adotar as medidas legais cabíveis. Ela explicou, no entanto, que a família reuniu diversas informações sobre o contexto que antecedeu o assassinato.

Segundo Yasmin Soares, Erismar, conhecido como "Marzinho", e a atual companheira iniciaram um relacionamento há cerca de quatro anos, quando trabalhavam juntos em uma panificadora. Ambos eram casados na época e, conforme a advogada, decidiram encerrar seus respectivos relacionamentos para construir uma vida juntos.

Ela afirmou que o então marido da mulher teria tomado conhecimento da relação logo no início, após a esposa de Erismar descobrir a traição e informar o caso. Ainda de acordo com a advogada, mesmo sabendo do relacionamento extraconjugal durante todos esses anos, ele nunca teria aceitado o fim do casamento.

Outro ponto destacado foi a suspeita levantada pelo ex-companheiro em relação à paternidade da filha da mulher. Conforme Yasmin, ele chegou a exigir um exame de DNA, fato que, na avaliação da defesa da família, demonstra que havia conhecimento da traição.

A advogada também afirmou que a mulher permanecia no relacionamento por conta de um suposto contexto de abuso psicológico, somado a fatores familiares e religiosos, já que ambos frequentavam uma igreja evangélica.

Segundo Yasmin, a situação mudou há cerca de 20 dias, quando Erismar deixou definitivamente a casa onde vivia com a ex-esposa e passou a planejar uma nova vida ao lado da companheira. Para a defesa da família, foi nesse momento que as ameaças se intensificaram.

De acordo com o relato apresentado na coletiva, o ex-marido da mulher teria ido até a panificadora onde Erismar trabalhava para intimidá-lo. A vítima conseguiu gravar parte da abordagem, vídeo que, segundo a advogada, deverá ser entregue às autoridades.

Ainda conforme Yasmin Soares, na gravação o homem faz referências ao relacionamento da vítima com uma mulher casada e afirma que Erismar deveria "parar de beber" e "parar de se envolver com mulher casada". A defesa sustenta que o material reforça a existência de ameaças anteriores ao homicídio.

Apesar das declarações apresentadas pela família e pela advogada, a Polícia Civil informou que as informações serão analisadas durante o inquérito. O DHPP mantém diferentes linhas de investigação e reforça que a motivação do crime somente será confirmada após a conclusão das diligências e da produção de provas.