Plantão Policial

Irmã de segurança morto relata ameaças e cobra Justiça em coletiva

Durante o pronunciamento, Cláudia Rodrigues afirmou que o irmão vinha sendo ameaçado há anos

A irmã do segurança Erismar Rodrigues dos Santos, de 47 anos, morto a tiros na noite de sábado (11/07), na zona Sudeste de Teresina, concedeu entrevista coletiva nesta segunda-feira (13/07) e apresentou a versão da família sobre os fatos que antecederam o crime. Durante o pronunciamento, Cláudia Rodrigues afirmou que o irmão vinha sendo ameaçado há anos pelo ex-companheiro da atual parceira e disse acreditar que a execução está ligada ao relacionamento vivido pela vítima. O caso segue sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que ainda não confirmou a motivação do homicídio.

Segundo Cláudia Rodrigues, Erismar mantinha, há cerca de três ou quatro anos, um relacionamento extraconjugal com uma mulher identificada apenas como Cris. De acordo com ela, ambos eram casados quando o relacionamento começou, mas a situação teria sido descoberta pelos respectivos cônjuges.

A irmã relatou que, após a descoberta da traição, o então marido de Cris, identificado como Ítalo, teria passado a ameaçar Erismar. Conforme o relato, as ameaças se intensificaram nos últimos meses, quando a vítima encerrou definitivamente o casamento e decidiu assumir publicamente o relacionamento com a companheira.

Ainda segundo Cláudia, a mulher também tentava colocar fim ao casamento, mas enfrentava resistência do ex-companheiro. Ela afirmou que o casal pretendia iniciar uma nova vida juntos e que Erismar demonstrava o desejo de reconstruir a família e viver o relacionamento de forma aberta.

Durante a coletiva, a irmã também mencionou a existência de um suposto áudio, que circula entre familiares e conhecidos, no qual o suspeito teria ameaçado Erismar na sexta-feira (10/07), um dia antes do assassinato. A gravação deverá ser analisada pelas autoridades, caso seja formalmente apresentada à investigação.

Cláudia descreveu o irmão como um homem trabalhador, pai dedicado e responsável, afirmando que, apesar dos problemas na vida pessoal, ele buscava apenas recomeçar a vida ao lado da companheira.

Investigação segue em andamento

O DHPP informou que trabalha para transformar em provas materiais as informações obtidas com familiares, testemunhas e demais envolvidos. O delegado Bruno Ursulino afirmou que a possível motivação relacionada ao relacionamento amoroso é uma das linhas investigadas, mas ressaltou que nenhuma hipótese foi descartada.

Além disso, a Polícia Civil apura uma discussão envolvendo a vítima ocorrida horas antes da execução para verificar se o episódio tem ligação direta com o homicídio.

As investigações também apontam, de forma preliminar, que Erismar pilotava uma motocicleta quando foi perseguido por dois homens em outra moto. Durante a perseguição, os suspeitos efetuaram diversos disparos contra a vítima, que morreu ainda no local.

Até o momento, ninguém foi preso. A Polícia Civil segue realizando diligências para identificar os autores do crime e esclarecer a motivação do homicídio.

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