Vítima baleada em Teresina cobra justiça após prisão de criminoso no RJ
Homem atingido por disparo ao defender o irmão diz conviver com sequelas físicas e psicológicas desd
A prisão de Adson Madeira de Carvalho, suspeito de atirar contra um homem durante uma confusão envolvendo uma corrida por aplicativo em Teresina, trouxe um sentimento de alívio para a vítima Antônio Paulo de Abreu. O suspeito foi localizado e preso nesta semana no Rio de Janeiro, após meses sendo procurado pela Justiça.
O crime aconteceu na noite de 12 de abril, no bairro São Pedro, zona Sul da capital. Antônio Paulo foi baleado no ombro ao tentar ajudar o irmão, que estaria sendo agredido pelo motorista após uma discussão relacionada ao pagamento de uma corrida.
Em entrevista, a vítima relembrou os momentos de tensão vividos naquela noite. Segundo ele, estava se preparando para ir à igreja quando foi avisado por vizinhos de que o irmão estava sendo agredido.
"Quando meu irmão chegou em casa, ele caiu desacordado. Estava todo machucado. Fui tentar entender o que tinha acontecido e conversar com o motorista", relatou.
Antônio Paulo conta que o motorista já estava deixando o local quando ele tentou registrar a placa do veículo para identificar o responsável pela agressão. Foi nesse momento que a situação se agravou.
"Quando fui tirar uma foto da placa, ele tentou me atropelar e, logo em seguida, efetuou um disparo. O tiro atingiu meu ombro", afirmou.
Mais de dois meses após o crime, a vítima diz que ainda convive com dores e limitações físicas provocadas pelo ferimento. A bala foi retirada recentemente, mas as sequelas permanecem.
"Até hoje sinto muitas dores. Não consigo levantar totalmente o braço e ainda enfrento as consequências desse tiro. Além da dor física, ficou o trauma", contou.
Antônio Paulo também descreveu o impacto emocional que o episódio causou na família. Segundo ele, a mãe, de 87 anos, presenciou a situação e sofreu ao ver os dois filhos feridos.
"Foi um momento terrível para todos nós. Minha mãe viu um filho machucado dentro de casa e o outro baleado no meio da rua", lembrou.
Ao comentar a prisão do suspeito, a vítima afirmou ter sentido alívio, mas ressaltou que espera o andamento do processo judicial.
"Quando soube da prisão, senti uma sensação de segurança e de alívio. Mas agora espero que a Justiça seja cumprida. Não basta apenas prender. É preciso que ele responda pelos atos que cometeu", declarou.
Apesar da prisão, Antônio Paulo admite que ainda sente medo e insegurança. Ele afirma que o episódio deixou marcas profundas em sua rotina e na forma como vive atualmente.
"Passei a viver com medo. Desenvolvi uma grande insegurança e até sinais de depressão. Espero que a Justiça faça o seu papel para que ninguém mais passe pelo que eu passei", concluiu.
O caso segue sendo investigado pelas autoridades e o suspeito permanece à disposição da Justiça.