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Notícias sobre casos policiais no Piauí

Estudante é condenado após ser preso com R$ 3,5 milhões em cocaína em Teresina

As autoridades já monitorava o jovem que transportava a droga entre o Maranhão e o Piauí

O estudante de enfermagem Leonardo Araújo Meira foi condenado pela Justiça do Piauí a cinco anos, quatro meses e 24 dias de prisão pelo crime de tráfico interestadual de drogas. Ele foi preso em maio de 2025, na zona Sul de Teresina, ao ser flagrado transportando mais de 30 quilos de cocaína no porta-malas de um veículo. A carga ilícita foi avaliada em aproximadamente R$ 3,5 milhões.

A prisão ocorreu no dia 28 de maio, durante uma operação do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO). O órgão já monitorava o automóvel após receber informações de que o veículo realizava deslocamentos frequentes entre o Maranhão e o Piauí para o transporte de entorpecentes. No momento da abordagem, Leonardo vestia roupas que o identificavam como estudante da área da saúde.

Durante a vistoria, os policiais localizaram os tabletes de cocaína, que continham inscrições indicando possível origem boliviana da droga. No interrogatório, o acusado confessou o crime e relatou que aceitou fazer o transporte como forma de quitar uma dívida de R$ 4 mil com traficantes. Ele também mencionou dificuldades pessoais, incluindo problemas de saúde enfrentados por familiares.

Leonardo afirmou que recebeu a droga na cidade de Imperatriz, no Maranhão, e que o destino final seria Timon, no mesmo estado. No entanto, segundo ele, os responsáveis pelo entorpecente pediram que a carga fosse armazenada temporariamente. Ainda de acordo com o depoimento, o estudante atravessou a ponte para Teresina com o objetivo de visitar o pai, que estava hospitalizado.

A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público do Piauí e recebida pela Justiça em outubro de 2025. Durante o andamento do processo, a defesa tentou anular a ação penal, sustentando que a abordagem policial teria ocorrido com base apenas em denúncia anônima. O argumento foi rejeitado pelo Judiciário, que reconheceu a existência de investigação prévia e monitoramento do suspeito antes da interceptação.

Na sentença, o juiz destacou que a autoria e a materialidade do crime ficaram devidamente comprovadas. Para a fixação da pena, foram considerados fatores como a natureza da droga, classificada como de alto potencial lesivo, a quantidade expressiva apreendida e o fato de o crime envolver transporte entre estados, o que caracterizou o tráfico interestadual.

Embora Leonardo tenha sido beneficiado com o reconhecimento do chamado tráfico privilegiado, por ser réu primário e não possuir antecedentes criminais, a grande quantidade de cocaína levou à aplicação do redutor no patamar mínimo. Ele continuará preso preventivamente e não poderá recorrer em liberdade. O veículo utilizado na prática do crime será devolvido ao pai do condenado.