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Notícias sobre casos policiais no Piauí

Ex-diretor acusado de abusar crianças rompe tornozeleira e foge no Maranhão

Diante da fuga, o Ministério Público requereu a decretação da prisão preventiva do acusado

Ex-diretor acusado de abusar sexualmente de crianças em uma creche no município de Timon (MA), Alberto Luiz Freitas Monção, rompeu a tornozeleira eletrônica e está foragido da Justiça após descumprir as medidas cautelares impostas durante o processo. O equipamento de monitoramento foi rompido no último domingo (05/07), e, desde então, o investigado não foi mais localizado pelas forças de segurança.

A informação foi confirmada pelo delegado Cláudio Mendes, responsável pelas investigações. Diante da fuga, o Ministério Público requereu a decretação da prisão preventiva do acusado, pedido que foi acolhido. Equipes policiais realizam diligências para localizar o ex-diretor, que permanece foragido.

Alberto Luiz Freitas Monção havia deixado a prisão no mês de junho após decisão da Justiça do Maranhão que substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica. Na ocasião, o Judiciário considerou que as restrições impostas seriam suficientes para garantir a proteção das vítimas e assegurar o andamento do processo.

A decisão ocorreu após o entendimento de que o Ministério Público não apresentou a denúncia dentro do prazo legal, além de ter concordado com a prorrogação da investigação. Apesar da revogação da prisão, a própria Justiça reconheceu que o investigado ainda representava risco às vítimas, à ordem pública e à sociedade, motivo pelo qual determinou o cumprimento de medidas cautelares.

Antes mesmo da soltura, a Polícia Civil do Maranhão já havia se preocupado com a decisão judicial. A delegada Lorena Alves informou que a corporação havia solicitado a prorrogação do prazo das investigações, deferida pela Justiça, mas destacou que coube ao Judiciário decidir pela substituição da prisão pelas medidas cautelares, decisão que a polícia apenas cumpriu.

O caso

Alberto Luiz Freitas Monção foi preso preventivamente após ser investigado por suspeita de abusar sexualmente de crianças de dois e três anos dentro de uma creche em Timon, onde exercia a função de diretor-adjunto.

As investigações tiveram início após familiares de uma das vítimas procurarem a Polícia Civil relatando que a criança apresentava dores e indícios de violência. Durante a apuração, foram analisadas imagens do sistema de monitoramento da unidade escolar.

Segundo a Polícia Civil, o investigado escolhia, preferencialmente, crianças autistas que não verbalizavam ou apresentavam dificuldade de comunicação, circunstância que, conforme a investigação, dificultava a revelação dos abusos. A creche chegou a ser interditada após a divulgação das denúncias.