Foragido que vendia milho como fachada ao tráfico em Altos ostentava crimes
O investigado havia rompido a tornozeleira eletrônica e exibia armas e drogas nas redes sociaisNovos detalhes sobre a prisão do foragido da Justiça capturado em Altos vieram à tona nesta sexta-feira (06/02). Imagens divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública revelam que o suspeito costumava ostentar armas de fogo, drogas e grandes quantias em dinheiro, mesmo estando foragido e sob monitoramento judicial anteriormente.
O homem foi preso na tarde de quinta-feira (05/02), no município de Altos, após ser localizado por forças de segurança estaduais. Contra ele havia pendências judiciais relacionadas ao tráfico de drogas, além do rompimento da tornozeleira eletrônica que havia sido determinada pela Justiça como medida cautelar.
Durante a abordagem, os policiais constataram que o suspeito utilizava a venda de milho como fachada para continuar comercializando entorpecentes. A estratégia tinha como objetivo despistar a fiscalização e manter a atividade criminosa de forma discreta. Com ele, foram encontradas drogas, o que resultou em prisão em flagrante.
As imagens divulgadas mostram um contraste com a tentativa de disfarce adotada nas ruas. Nos registros, o foragido aparece exibindo armamentos, entorpecentes e dinheiro, reforçando o envolvimento direto com o tráfico e a atuação ativa no crime, mesmo após ter descumprido determinações judiciais.
Segundo o delegado Charles Pessoa, a prisão é resultado da integração entre as forças de segurança e do trabalho contínuo de monitoramento de investigados ligados ao crime organizado. “O trabalho de monitoramento e integração entre as forças de segurança foi fundamental para localizar o foragido e interromper a prática criminosa que ele continuava exercendo, mesmo após romper a tornozeleira eletrônica”, afirmou.
Após a captura, o suspeito foi encaminhado à Delegacia Seccional de Altos, onde permanece à disposição da Justiça. A ação contou com a atuação do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), da Delegacia Seccional de Altos e da Polícia Militar, por meio do Batalhão Especial de Policiamento do Interior (BEPI).