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Justiça coloca em liberdade CEO da DF Group investigado por fraudes no Piauí

Douglas havia sido preso durante a operação que apura um esquema de captação de investidores

O empresário Douglas Fonseca, CEO da DF Group e um dos investigados por um suposto esquema de pirâmide financeira em Teresina, foi colocado em liberdade nesta sexta-feira (17/07) após decisão da Justiça em habeas corpus. A informação foi confirmada pela advogada Taline Prado, responsável pela defesa do empresário.

Douglas havia sido preso durante a operação que apura um esquema de captação de investidores com promessas de altos rendimentos financeiros. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), ele e outras dez pessoas são investigados por suspeita de envolvimento em fraudes que teriam lesado centenas de clientes.

De acordo com a defesa, a decisão judicial beneficiou apenas Douglas Fonseca. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre os fundamentos que motivaram a concessão do habeas corpus.

As investigações da Polícia Civil apontam que o grupo teria atraído investidores com a promessa de rendimentos de até 10% ao mês, percentual considerado incompatível com operações regulares do mercado financeiro. Conforme a apuração, a empresa utilizava principalmente as redes sociais para divulgar a suposta oportunidade de investimento.

Ainda segundo a investigação, os clientes acreditavam que os recursos seriam aplicados no mercado de capitais por uma empresa especializada. No entanto, a Polícia Civil afirma que a DF Group não possuía autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para atuar no segmento, nem autorização para operar no Sistema Financeiro Nacional.

A SSP-PI sustenta que o grupo utilizava uma estrutura organizada para captar recursos, empregando fraudes eletrônicas e mecanismos destinados a ocultar a origem e a movimentação dos valores obtidos. As investigações estimam que a empresa movimentou aproximadamente R$ 100 milhões em cerca de dois anos.

O caso começou a ser investigado após investidores procurarem a Polícia Civil relatando dificuldades para resgatar os valores aplicados. Segundo os depoimentos, os pagamentos prometidos deixaram de ser realizados e os clientes passaram a enfrentar dificuldades para obter respostas da empresa.

Até o momento, mais de 500 pessoas formalizaram denúncias junto à Polícia Civil e à Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (SUDECON). As investigações continuam para apurar a atuação dos demais envolvidos e a extensão dos prejuízos causados aos investidores.